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Publicado em  25/05/2007 2:00

Dois mil fãs receberam Johnny Depp em Narita

O ator apresenta em Tokyo a última parte de "Piratas do Caribe". Filme estréia no dia 24 no Japão

Kanto , Tokyo - Efe

Reuters
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Um dia antes da chegada de Depp ao Japão, cerca de 400 fãs passaram a noite na entrada do Aeroporto de Narita

A febre por Johnny Depp chegou a Tokyo com a estréia da última parte da trilogia "Piratas do Caribe", apesar de o ator americano ter afirmado no dia 24 que "não sabe" se haverá mais filmes.

Ao lado de bandeiras negras com caveiras, Depp, Orlando Bloom e o resto do elenco protagonista de "Piratas do Caribe: no fim do mundo" - menos a atriz Keira Knightley e o sempre imprevisível Keith Richards - apresentaram o filme em entrevista coletiva durante sua estréia no dia 24 em uma cerimônia na capital japonesa.

A apresentação foi um tanto surreal, com jovens chorando de emoção por ver de perto os atores, enquanto alguns supostos jornalistas faziam perguntas, disfarçados de Capitão Jack Sparrow, o pirata interpretado por Johnny Depp.

Mas os atores encararam as perguntas com bom humor e demonstrando a camaradagem que, segundo afirmaram, mantiveram nos cinco anos em que estiveram filmando as três partes dos "Piratas do Caribe", produzidas pelos estúdios Disney e um dos grandes sucessos de bilheteria da década.

Mais de 2 mil japonesas receberam o elenco no dia 23 no Aeroporto de Narita (Chiba) gritando principalmente o nome de Depp. O ator foi o centro das atenções da coletiva, com seu aspecto desalinhado, sua jaqueta militar, suas tatuagens e várias pulseiras.

A seu lado estava um Orlando Bloom mais formal, vestido com camisa branca e jaqueta escura; Bill Nighy, o malvado "homem-lula" no filme; Chow Yun-Fat, o famoso ator de Hong Kong, e Geoffrey Rush, o australiano que ganhou um Oscar por "Shine: brilhante".

O segundo filme dos Piratas, "O Baú da Morte", é também o segundo filme de maior bilheteria de estréia da história dos EUA, tendência que os estúdios Disney querem agora aproveitar com "No fim do mundo", que completa a trilogia.

Todos os atores deixaram claro que se entenderam muito bem durante as filmagens, mas que agora precisam de "um bom descanso" porque foi uma experiência "desgastante", nas palavras do produtor Jerry Bruckheimer.

No entanto, Depp, de 43 anos, deixou no ar um "nunca se sabe" quando perguntaram se voltaria a interpretar o capitão Jack no cinema.

"Sempre soubemos que cada um de nós teria que dizer adeus a seu personagem. Mas, se acabar, algo que nunca se sabe, o capitão Jack sempre estará comigo em minha casa", afirmou o ator.

Durante as cenas rodadas no mar, Depp nunca sentiu enjôo - "me sinto mais assim na terra", afirmou. O mesmo não pôde ser dito de Bill Nighy, que interpreta o malvado Davy Jones, quem passou mal em algumas ocasiões.

Em todo caso, seria pior para o "homem-lula" se Johnny Depp cumprisse a intenção de "comê-lo como um sushi", comentário que despertou risos do público japonês.

"Tentei comê-lo, mas me deparei com um sério problema do qual é melhor nem falar", brincou o ator. Já Orlando Bloom afirmava que Davy Jones, com sua barba de lula, parece "muito saboroso".

Para o diretor da saga, Gore Verbinsky, se trata de "uma equipe de sonho" que protagoniza um filme marcado, além de ação, por navios fantasmas e brigas de piratas, e uma "mensagem de amor".

"Piratas do Caribe: no fim do mundo" estréia no dia 24 nos cinemas dos Estados Unidos e Japão, e chegará no dia 25 às telas de todo o mundo.

O filme foi apresentado pela primeira vez pelos atores no dia 19 na Disney World, em Orlando, EUA, e hoje estreou na Ásia com uma sessão na sala Budokan de Tóquio, com a presença de vários fãs japoneses.


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