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Julio C. Caruso/ipcdigital.com
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Jovens vestidas de empregadas atendem em clínicas de massagem, lojas de roupas e até óticas
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A palavra é maid, de housemaid, mas pronuncia-se "meedo" em japonês. Mas foi no bairro de Akihabara (Tokyo) que o termo ganhou conotação e status de fenômeno social que influencia toda uma legião de aficionados pela figura da "empregadinha bonitinha". O que para muita gente não passa de fantasia, - em todos os sentidos - , para outras, a coisa é mais séria do que se imagina.
Para evitar a banalização da figura da empregada doméstica de Akihabara e elevar o nível das profissionais, dois japoneses se uniram para criar uma associação dedicada a essas jovens que hoje atuam em vários ramos. Um é dono de uma loja de roupas para domésticas e uma agência de empregadas. O outro é editor-chefe de uma revista especializada em cosplay. Juntos, Tatsuya Ono e Taroo Daimon, criaram no início deste ano a Associação das Empregadas Domésticas do Japão (Nippon Maid Association, http://www.n-m-a.jp/). Os dois também são responsáveis pelo teste de qualificação, programado para ser realizado em dezembro, e que vai avaliar a capacidade das moças para atender clientes, fazer comida, passar roupa, arrumar e até costurar um botão.
Das páginas de mangá, elas invadiram as cafeterias e casas de chá (kissaten) e deram origem a uma nova palavra: maid-kissa ou maid-cafe. Só em Akihabara são cerca de 30 estabelecimentos do gênero.
Os maid-cafe vivem cheios de homens fissurados pelo animê e fetiche. Mas se a intenção é paquerar, o lugar não é apropriado. Não é permitido tocar nas moças, fotografar ou filmar, pedir o telefone ou email delas, perguntar sobre o horário de trabalho delas, "cantar" as moças, esperar por elas nas proximidades do estabelecimento, não perseguir a moça etc.
Um dos atrativos desses lugares é a forma com que os clientes são recebidos. Ao entrar na cafeteria, as atendentes os cumprimentam com frases como okaerinasai goshujinsama (seja bem-vindo de volta senhor). Tudo como se estivessem recepcionando o próprio patrão.
Além das cafeterias
Hoje já se vêem moças vestidas de empregadas em clínicas de massagem, lojas de roupas e até em óticas. Na Candy Fruit Optical, inaugurada em abril deste ano, as atendentes são simpáticas domésticas no perfeito estilo Akiba - como os freqüentadores de Akihabara costumam se referir ao bairro. São elas que escolhem a armação que mais combina com "o patrão". A bajulação continua na hora do exame de vista. Enquanto o cliente aguarda a avaliação do grau, a moça serve um chá.
Não é à toa que a Candy Fruit é hoje uma das empresas mais conhecidas no mercado quando o assunto é maid. Além da ótica, a marca está presente em loja de roupas e acessórios, agência de modelos e a de empregadas domésticas, que arrumam, passam e cozinham de verdade.
Há sete anos a empresa produz e comercializa roupas para domésticas. O sucesso não está restrito ao território japonês. A Candy Fruit exporta produtos para outros países, como França, Canadá, Inglaterra e Coréia do Sul.