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Divulgação
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Judocas japonesas denunciaram abusos na preparação da seleção nacional para os Jogos Olímpicos de Londres 2012
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O ministro japonês dos Esportes, Hakubun Shimomura, considerou que o recente caso descoberto no Japão sobre castigos físicos na seleção feminina de judô “é a maior crise esportiva na história do esporte japonês”.
Shimomura fez estas declarações depois que na semana passada o treinador da seleção de judô, Ryuji Sonoda, apresentou sua demissão após ter sido acusado por várias de suas atletas de coação e castigos físicos durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Londres 2012.
"A comunidade esportiva deve fazer esforços coordenados para retomar o princípio fundamental de que a violência deve ser erradicada do treinamento”, ressaltou o ministro em declarações divulgadas pela Kyodo.
Shimomura também convocou a comunidade para revisar o método de treinamento dos técnicos para assegurar que estejam utilizando técnicas que não envolvam violência e investiguem outras modalidades em que possa ter ocorrido algum tipo de abuso.
A polêmica surgiu depois que 15 judocas apresentaram um documento em que denunciavam insultos, bofetadas e golpes com varas de bambu e, em alguns casos, a obrigação de competirem mesmo estando lesionadas. Em seu discurso, o ministro também propôs a criação de um sistema em cada modalidade esportiva que permita a denúncia de casos de violência assim como a fundação de uma entidade independente para a resolução de conflitos.
Durante os Jogos de Londres 2012, a equipe feminina de judô ganhou três medalhas. A notícia chega num momento de revolta gerada pelo suicídio de um jovem de 17 anos na província de Osaka após ter sofrido castigos físicos de seu treinador de basquetebol.