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Cerimônia do encerramento do Mundial: a Terra é azul, mas o mundo ficou vermelho
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A Copa do Mundo de Clubes é depositada no pedestal e após 90 minutos teria apenas um dono
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Quadro de arbitragem: juiz, Carlos Batres (Guatemala); bandeirinha, Carlos Pastrana (Honduras); bandeirinha, Leonel Leal (Costa Rica); 4º Mohd Sallehhm Subkhiddin (Malásia)
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Barça e Inter entram para a batalha final, mas a soberba do time catalão, que entrou com muita pompa, seria surpreendido pelo time dos pampas.
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Ronaldinho Gaúcho passa perto da taça, que depois seguiria para sua terra natal, Porto Alegre, levada por outras mãos.
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Internacional perfilado em campo: uniforme número dois lembra o Real Madrid. Talvez por isso o Barça levou má sorte
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Apesar de não ser o mandante do jogo, o Barça jogou com seu uniforme número 1.
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Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato se cumprimentam com um abraço
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Abel Braga recebeu poucos holofotes ao início da partida, mas depois...
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O Barcelona se sentiu em casa, no Camp Nou. Ao apito final, o Estádio Nissan virou o Beira Rio
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Tinha até torcida do Pato
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E também tinha o Alexandre Pato, de 17 anos, que foi promovido ao time principal, atuou três vezes e foi campeão mundial
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Ceará: o técnico Abel Braga disse ¨hoje você vai marcar o maior jogador do mundo, mas quem sabe você se torne o maior lateral do mundo¨. O cearense deixou Ronaldinho Gaúcho na saudade e sagrou-se campeão do mundo.
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Be-a-bah, tchê!!! Desta vez o drible elástico, chapéu e embaixadinhas não funcionaram para Ronaldinho Gaúcho. Quem roubou a festa foi mesmo o atacante Luiz Adriano (foto), que aplicou o bom e velho drible da vaca, bola pra um lado, zagueiro pra outro, para apanhar a bola la na frente. Aplausos, muitos!!! O Barcelona vai ter que reaprender a cartilha do futebol. Não basta ter um time de astros, mas sim uma equipe bem formada e unida.
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Gianluca Zambrotta (esq.) foi campeão mundial na Copa da Alemanha 2006 com a seleção da Itália e queria ser campeão por clubes para faturar os dois títulos no mesmo ano. Não deu! Mas o valente Iarley (dir.) conseguiu levar o bi do Mundial de Clubes
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Faltando oito minutos para o apito final, Iarley se livra da zaga e passa para a esquerda onde avançava livre Adriano Gabiru.
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Adriano Gabiru penetra na área e chuta de três dedos na saída do goleiro, para decretar o gol do título
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A bola já estava lá dentro, quando a alquimia do artilheiro transformou o mundo azul-grená num colorido Colorado
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Até os reservas invadiram o gramado para comemorar o gol do Adriano Gabiru. Era a prova de que o Inter tinha um banco unido, sem vaidades de astros
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O juiz teve que mandar os reservas se retirarem do campo.
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Nos instantes finais da partida, Ronaldinho Gaúcho quase empata com uma cobrança de falta.
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Então a torcida Colorada já cantava: ai, ai, ai, tá chegando a hora!!!!
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O banco do Inter ficou abraçado, como ficam os jogadores numa disputa por pênaltis, mas o gol do Adriano decretou que a história teria apenas 90 minuto
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A época de Natal combina com as cores do Colorado, campeão mundial
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Goleiro Clemer foi o primeiro a vir saudar a torcida
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Edinho acenava e pulava para a arquibancada manchada de vermelho
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Luiz Adriano agradece de joelhos pelo título
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Tudo pronto para a entrega dos prêmios
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Ronaldinho Gaúcho recebe o Troféu Adidas Bronze Ball ao ser eleito o terceiro melhor jogador do Mundial de Clubes
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Iarley foi o segundo melhor jogador e ficou com o Silver Ball
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Eleito o Melhor Jogador, Deco recebe o Golden Ball
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Jogadores do Internacional recebem a medalha de campeão do mundo
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Pedestal balança mas não cai: O goleiro reserva do Internacional, Renan, até tentou pegar o pedestal onde estava o troféu, para levar ao capitão Fernando subir e repetir o gesto do Cafu, na Copa do Mundo 2002. Mas como o pedestal é menor e balançava muito, ele desistiu da idéia. Melhor para o Fernandão que comandou a volta olímpica neste estádio cheio de glórias para o futebol brasileiro.
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E começa a chuva vermelha sobre o Internacional
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Deco aumenta a frota:eleito MVP, o Melhor Jogador em campo, Deco ganhou a chave do carro Prius oferecido pela Toyota. Deco aumenta a frota de brasileiros (ao todo nove) que ganharam o carro nesta competição, desde que começou a ser disputada no Japão em 1980: Zico e Nunes (Flamengo, 1981 – naquele ano foram dois premiados); Jair (Peñarol, 1982); Renato Gaúcho (Grêmio, 1983); Raí (São Paulo, 1992); Toninho Cerezo (São Paulo, 1993); Ronaldo Nazario (Real Madrid, 2002); Rogerio Ceni -São Paulo2005
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Clemer comanda a volta olímpica com a taça na mão
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Luiz Adriano e Alexandre Pato comandaram o carnaval de dezembro na volta olímpica
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Adriano Gabiru (dir.) entra para a história do clube como o autor do gol do título
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Galvão Bueno disse que metade do troféu merecia ser dado a Iarley pela sua vontade de vencer e por ter sido guerreiro em campo: metade que nada, olha o Iarley com duas taças
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Iarley é bicampeão mundial: foi difícil a imprensa japonesa pronunciar o nome da cidade natal do meia Iarley (2º da dir./esq.). Ele prometeu comemorar com a bandeira de Quixeramobim, Ceará. Iarley e o colombino Fabián Vargas são bicampeões mundiais. Em 2003, defendendo o Boca Juniors, venceram o Milan de Dida, Maldini, Cafu, Kaká e Schevchenko nos pênaltis, 3 a 1, após empate de 1 a 1 no tempo regulamentar e prorrogação. E foi neste mesmo Estádio Internacional de Yokohama
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Ediglê repete o gesto de tantos outros capitães e levanta a taça sobre a cabeça
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Michel, Ediglê e Fabian Vargas levaram a taça para os vestiários, mas antes ainda saudaram a torcida
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Paulinho Paixão perde a correntinha: o preparador físico do Internacional, Paulinho Paixão, está acostumado a vencer e não perder. Mas desta vez ele ganhou e perdeu ao mesmo tempo. O time já havia se recolhido e ele foi o último a sair do gramado, depois que os refletores começaram a ser desligados. Ele havia perdido uma correntinha no gramado e ficou procurando. Paixão foi pentacampeão com a seleção brasileira na Copa 2002, ao lado do Felipão, neste mesmo estádio
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Ronaldinho Gaúcho era apenas uma triste imagem emoldurada no telão do estádio. Um quadro que o jovem meia de sorriso fácil não gostaria de pendurar na parede. Outros torneios virão. Igualmente a um dos seus chapéus aplicados nos adversários, um dia o Gaúcho poderá dar a volta por cima.
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Assim foi que o outrora gramado verde se transformou em manto sagrado, num mar vermelho, num tapete a desenrolar para receber os recém empossados reis do futebol, porque esse esporte pode eleger em 90 minutos um simples Gabiru em nobreza.
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