Esportes


Publicado em  20/12/2006 21:14

Emoção marca vitória do Inter no Mundial de Clubes

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Emoção marca vitória do Inter no Mundial de Clubes
Creditos: Osny Arashiro/ipcdigital.com   
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Cerimônia do encerramento do Mundial: a Terra é azul, mas o mundo ficou vermelho
A Copa do Mundo de Clubes é depositada no pedestal e após 90 minutos teria apenas um dono
Quadro de arbitragem: juiz, Carlos Batres (Guatemala); bandeirinha, Carlos Pastrana (Honduras); bandeirinha, Leonel Leal (Costa Rica); 4º Mohd Sallehhm Subkhiddin (Malásia)
Barça e Inter entram para a batalha final, mas a soberba do time catalão, que entrou com muita pompa, seria surpreendido pelo time dos pampas.
Ronaldinho Gaúcho passa perto da taça, que depois seguiria para sua terra natal, Porto Alegre, levada por outras mãos.
Internacional perfilado em campo: uniforme número dois lembra o Real Madrid. Talvez por isso o Barça levou má sorte
Apesar de não ser o mandante do jogo, o Barça jogou com seu uniforme número 1.
Ronaldinho Gaúcho e Alexandre Pato se cumprimentam com um abraço
Abel Braga recebeu poucos holofotes ao início da partida, mas depois...
O Barcelona se sentiu em casa, no Camp Nou. Ao apito final, o Estádio Nissan virou o Beira Rio
Tinha até torcida do Pato
E também tinha o Alexandre Pato, de 17 anos, que foi promovido ao time principal, atuou três vezes e foi campeão mundial
Wellington Monteiro
Ceará: o técnico Abel Braga disse ¨hoje você vai marcar o maior jogador do mundo, mas quem sabe você se torne o maior lateral do mundo¨. O cearense deixou Ronaldinho Gaúcho na saudade e sagrou-se campeão do mundo.
Fernandão
Be-a-bah, tchê!!! Desta vez o drible elástico, chapéu e embaixadinhas não funcionaram para Ronaldinho Gaúcho. Quem roubou a festa foi mesmo o atacante Luiz Adriano (foto), que aplicou o bom e velho drible da vaca, bola pra um lado, zagueiro pra outro, para apanhar a bola la na frente. Aplausos, muitos!!! O Barcelona vai ter que reaprender a cartilha do futebol. Não basta ter um time de astros, mas sim uma equipe bem formada e unida.
Gianluca Zambrotta (esq.) foi campeão mundial na Copa da Alemanha 2006 com a seleção da Itália e queria ser campeão por clubes para faturar os dois títulos no mesmo ano. Não deu! Mas o valente Iarley (dir.) conseguiu levar o bi do Mundial de Clubes
Faltando oito minutos para o apito final, Iarley se livra da zaga e passa para a esquerda onde avançava livre Adriano Gabiru.
Adriano Gabiru penetra na área e chuta de três dedos na saída do goleiro, para decretar o gol do título
A bola já estava lá dentro, quando a alquimia do artilheiro transformou o mundo azul-grená num colorido Colorado
Até os reservas invadiram o gramado para comemorar o gol do Adriano Gabiru. Era a prova de que o Inter tinha um banco unido, sem vaidades de astros
O juiz teve que mandar os reservas se retirarem do campo.
Nos instantes finais da partida, Ronaldinho Gaúcho quase empata com uma cobrança de falta.
Então a torcida Colorada já cantava: ai, ai, ai, tá chegando a hora!!!!
O banco do Inter ficou abraçado, como ficam os jogadores numa disputa por pênaltis, mas o gol do Adriano decretou que a história teria apenas 90 minuto
A época de Natal combina com as cores do Colorado, campeão mundial
Goleiro Clemer foi o primeiro a vir saudar a torcida
Edinho acenava e pulava para a arquibancada manchada de vermelho
Luiz Adriano agradece de joelhos pelo título
Tudo pronto para a entrega dos prêmios
Ronaldinho Gaúcho recebe o Troféu Adidas Bronze Ball ao ser eleito o terceiro melhor jogador do Mundial de Clubes
Iarley foi o segundo melhor jogador e ficou com o Silver Ball
Eleito o Melhor Jogador, Deco recebe o Golden Ball
Jogadores do Internacional recebem a medalha de campeão do mundo
Pedestal balança mas não cai: O goleiro reserva do Internacional, Renan, até tentou pegar o pedestal onde estava o troféu, para levar ao capitão Fernando subir e repetir o gesto do Cafu, na Copa do Mundo 2002. Mas como o pedestal é menor e balançava muito, ele desistiu da idéia. Melhor para o Fernandão que comandou a volta olímpica neste estádio cheio de glórias para o futebol brasileiro.
E começa a chuva vermelha sobre o Internacional
Deco aumenta a frota:eleito MVP, o Melhor Jogador em campo, Deco ganhou a chave do carro Prius oferecido pela Toyota. Deco aumenta a frota de brasileiros (ao todo nove) que ganharam o carro nesta competição, desde que começou a ser disputada no Japão em 1980: Zico e Nunes (Flamengo, 1981 – naquele ano foram dois premiados); Jair (Peñarol, 1982); Renato Gaúcho (Grêmio, 1983); Raí (São Paulo, 1992); Toninho Cerezo (São Paulo, 1993); Ronaldo Nazario (Real Madrid, 2002); Rogerio Ceni -São Paulo2005
Clemer comanda a volta olímpica com a taça na mão
Luiz Adriano e Alexandre Pato comandaram o carnaval de dezembro na volta olímpica
Adriano Gabiru (dir.) entra para a história do clube como o autor do gol do título
Galvão Bueno disse que metade do troféu merecia ser dado a Iarley pela sua vontade de vencer e por ter sido guerreiro em campo: metade que nada, olha o Iarley com duas taças
Iarley é bicampeão mundial: foi difícil a imprensa japonesa pronunciar o nome da cidade natal do meia Iarley (2º da dir./esq.). Ele prometeu comemorar com a bandeira de Quixeramobim, Ceará. Iarley e o colombino Fabián Vargas são bicampeões mundiais. Em 2003, defendendo o Boca Juniors, venceram o Milan de Dida, Maldini, Cafu, Kaká e Schevchenko nos pênaltis, 3 a 1, após empate de 1 a 1 no tempo regulamentar e prorrogação. E foi neste mesmo Estádio Internacional de Yokohama
Ediglê repete o gesto de tantos outros capitães e levanta a taça sobre a cabeça
Michel, Ediglê e Fabian Vargas levaram a taça para os vestiários, mas antes ainda saudaram a torcida
Paulinho Paixão perde a correntinha: o preparador físico do Internacional, Paulinho Paixão, está acostumado a vencer e não perder. Mas desta vez ele ganhou e perdeu ao mesmo tempo. O time já havia se recolhido e ele foi o último a sair do gramado, depois que os refletores começaram a ser desligados. Ele havia perdido uma correntinha no gramado e ficou procurando. Paixão foi pentacampeão com a seleção brasileira na Copa 2002, ao lado do Felipão, neste mesmo estádio
É campeão!!! É campeão!
Ronaldinho Gaúcho era apenas uma triste imagem emoldurada no telão do estádio. Um quadro que o jovem meia de sorriso fácil não gostaria de pendurar na parede. Outros torneios virão. Igualmente a um dos seus chapéus aplicados nos adversários, um dia o Gaúcho poderá dar a volta por cima.
Assim foi que o outrora gramado verde se transformou em manto sagrado, num mar vermelho, num tapete a desenrolar para receber os recém empossados reis do futebol, porque esse esporte pode eleger em 90 minutos um simples Gabiru em nobreza.