|
Agência Brasil
|
|
São Paulo - Corpo de Bombeiros trabalha para retirar vítimas do acidente com o Airbus A320 da TAM. O delegado da Polícia Civil lotado no aeroporto de Congonhas, Antônio Diolim, informou os legistas pedem que parentes revelem qualquer sinal que possa facilitar a identificação, tais como tatuagens, dentes de ouro, alianças. Foto: Agência Luz/ABr
|
|
|
O Airbus 320 da companhia aérea TAM, que fazia o vôo 3054 de Porto Alegre a São Paulo, chegou ao Aeroporto Internacional de Congonhas a uma velocidade quase quatro vezes acima da média. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) averiguou que o avião percorreu determinado trecho em três segundos. A média dos demais vôos, segundo a Aeronáutica, é de 11 segundos. A possibilidade havia sido apontada pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo no Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), após conversa com técnicos da Aeronáutica.
"É apenas um dos fatores a ser analisado e não deve ser considerado fora de contexto", ressalva o chefe da Cenipa, brigadeiro-do-ar Jorge Kersul Filho. "É possível dizer que estava em uma velocidade acima da usual, mas não é possível, por enquanto, dizer se ele estava acelerando ou desacelerando", afirmou, em entrevista coletiva na capital paulista.
A falta de aderência da pista é a causa mais provável do acidente, na opinião é do presidente da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA), Anderson Correia. "Esse aeroporto, como todos sabem, tem uma certa limitação, tanto no tamanho quanto na qualidade da pista", afirma.
A pista em que ocorreu o acidente havia sido liberada após reforma há pouco mais de duas semanas. A liberação ocorreu antes que estivessem prontas as obras para aumentar a aderência do asfalto com os pneus de aviões. Essa parte da reforma estava sendo feita durante a madrugada e só ficaria pronta em setembro. O especialista em aviação civil e comercial Valtécio Alencar considera "crítica" a liberação da pista antes da conclusão da obra.
Anderson Correia defende que Congonhas seja fechado para aviões de grande porte. Segundo ele, o aeroporto não tem condições mínimas de segurança para esse tipo de vôo. A redução das linhas que passam por Congonhas estava em estudo pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
A Aeronáutica praticamente descarta a possibilidade de derrapagem. "Aquaplanagem é pouco provável que tenha ocorrido, mas isso saberemos em poucos dias", afirmou o o chefe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), brigadeiro-do-ar Jorge Kersul Filho.
No dia do acidente, a pista chegou a ser testada a pedido da Torre de Comando. "E foi reportado que não havia lâmina de água, que pudesse gerar aquaplanagem", afirmou o superintendente de engenharia da Infraero, Armando Schneider Filho, em entrevista coletiva à imprensa esta tarde, na capital paulista. Teria sido informado apenas que "pista estava molhada".