Brasil


Publicado em  21/07/2007 2:22

Bombeiros encontraram 173 corpos íntegros no local

Restos mortais foram enviados em 34 sacolas para o Instituto Médico Legal (IML)

Brasil , São Paulo - Agência Brasil

Agência Brasil
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São Paulo - Bombeiros trabalham nas ruínas do prédio da TAM atingido pelo vôo 3054 à procura de mais vítimas do acidente. Foto: Valter Campanato/ABr

O coronel do Corpo de Bombeiros Manoel Antônio da Silva Araújo divulgou um balanço dos trabalhos de retirada dos corpos e restos mortais no local do acidente com o avião da TAM. De acordo com ele, até agora, os bombeiros encontraram 173 corpos íntegros. Restos mortais foram enviados em 34 sacolas para o Instituto Médico Legal (IML).

Na noite do dia 19 (horário do Brasil), os bombeiros conseguiram chegar na última parte da aeronave, o bico, onde estariam o piloto e a tripulação. Os restos mortais encontrados na área já foram enviados ao IML. "O trabalho de busca vai se encerrar quando tivermos acesso a todos os cômodos que ainda não conseguimos acessar", afirma o coronel Manoel Antônio da Silva Araújo. Segundo ele, uma equipe do Corpo de Bombeiros permanecerá no local até que o IML diga que não falta nenhum corpo.

Os bombeiros já trabalham com um maquinário para aliviar o peso da estrutura. Eles querem ter segurança para continuar o trabalho. "Nós já fizemos a varredura do prédio, que se encontra em pé, e o prédio onde houve um colapso muito grande com a queda do primeiro pavimento. Estamos acessando através de uma máquina especial para que haja condições de serem vistoriados os cômodos que agora não conseguimos acessar", explicou Araújo.

"Só falta acessar a área do prédio que desmoronou um pavimento. O vão ficou muito estreito. Nós vamos fazer a abertura com essa máquina especial para que a gente possa resfriar o local e depois entrar para ver se tem mais corpos lá. O que falta acessar vamos acessar com certeza até amanhã."

Mais cedo, o diretor de Antropologia do Instituto Médico Legal (IML), Mario Jorge Tsuchiya, disse que os registros de entrada no instituto não representam, necessariamente, vítimas. "Isso não significa, exatamente, o número de vítimas, porque fragmentos podem ser do mesmo corpo", afirmou, em entrevista à Agência Brasil.

"Dessa maneira, fica explicada a eventual discrepância entre o número resgatado e o número de registros no IML", afirma nota divulgada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de são Paulo.


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