O Japão e a colônia no Brasil


Publicado em  05/02/2011 12:45

Curitiba é escolhida pelo Japão para zerar emissão de poluentes

A capital paranaense está entre as três cidades escolhidas no mundo pela entidade para receber os recursos na área de meio ambiente

Brasil , Paraná / Secom do PR

O secretário de Estado do Planejamento e Coordenação Geral, Cássio Taniguchi, reuniu-se nesta sexta-feira (4) com representantes da Jetro – Japan External Trade Organization, empresa do governo japonês sem fins lucrativos. Durante o encontro, realizado no Ipardes, o diretor da corporação, Yoshiaki Usami, apresentou um projeto de investimento relacionado à sustentabilidade para Curitiba.

A capital paranaense está entre as três cidades escolhidas no mundo pela empresa para receber os recursos e empresas japonesas na área de meio ambiente. As outras duas cidades escolhidas foram Estocolmo (capital da Suécia) e Taiwan (na República da China).
Segundo o secretário Cássio Taniguchi, os japoneses querem fomentar a indústria japonesa no Brasil e América Latina investindo fora do Japão buscando sempre a sustentabilidade.

Curitiba foi escolhida pela empresa Jetro por ter uma tradição já de mais de 30 anos no setor de preservação do meio ambiente.

Acredito que no caso de Curitiba é uma oportunidade excelente para que esta proposta se transforme em uma política de governo porque queremos Curitiba com emissão zero. E este é o desfio da indústria japonesa que está disposta a ajudar a fazer com que esta política se torne realidade”, diz o secretário.

“Para que o Paraná como um todo também se transforme em um estado de emissão zero, é necessária a utilização bioenergia fazendo assim com que tenhamos zero de balanço de carbono e ao mesmo tempo criando condição de biodiversidade que já existe no nosso estado, mais que precisa ser expandido”, explica Taniguchi.

O coordenador da Comec, Rui Hara, que também participou do encontro lembrou que a Copa do Mundo em 2014 vai estimular que todas as atividades vinculadas sejam com sequestro total de carbono.

“É uma condição extraordinária que temos que aproveitar e o momento é fazer com que todos investimentos relacionados à Copa sejam realizados de maneira sustentável”, afirma Hara.

Participaram da reunião o presidente do Ipardes, Gilmar Mandes Lourenço e diretores; o presidente da Comec, Rui Hara; representando a Câmara de Comércio e Indústria Brasil Japão do Paraná, Heberthy Daijó e o presidente do conselho fiscal da Associação Paranaense de Ex-Bolsistas Brasil Japão, Mucoto Yamanouchi.


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