O Japão e a colônia no Brasil


Publicado em  09/10/2010 19:08

Deputado nikkei eleito diz que está na hora do brasileiro voltar

Eleito pelo DEM com mais de 113 mil votos, Junji Abe garante que o Brasil melhorou

Japão , Tokyo

Ex-vereador, ex-deputado estadual e ex-prefeito de Mogi das Cruzes por duas vezes, Junji Abe (DEM-SP) foi eleito com 113.156 votos recebidos em 367 dos 645 municípios paulistas.

Sexto deputado mais votado do seu partido, Abe vai cumprir seu primeiro mandato em Brasília e garante que o Brasil melhorou. "Está na hora dos brasileiros voltarem", disse ele em entrevista ao International Press.

Que motivos levaram o deputado a se candidatar pelo DEM?

Minha ideologia está em sintonia com a plataforma do Democratas (DEM), que consiste na defesa irrestrita da democracia, prezando a liberdade sob todas as suas formas, associada à descentralização do poder, com participação popular e eficiência da gestão pública, perseguindo sistematicamente o desenvolvimento sustentável, com prudência ambiental e justiça social. Tudo, com o objetivo principal de combater as desigualdades sociais e fazer da política a ferramenta para melhorar a qualidade de vida da população.

Já pertencia ao DEM (antigo Partido da Frente Liberal ou PFL) quando era deputado estadual. Meu retorno ao partido honra compromisso assumido em 1999. Conforme entendimentos com o, então, governador Mario Covas (PSDB), deixei o antigo PFL, hoje DEM, para abraçar o desafio de ser o candidato do PSDB à Prefeitura de Mogi das Cruzes, com total apoio do meu antigo partido à empreitada. O acordado era que a mudança partidária não fosse definitiva.

Tão forte foi meu compromisso moral assumido há mais de dez anos que, após ser eleito, reeleito e passar os oito anos como prefeito militando na família tucana, me senti no dever de honrar aquele entendimento junto a lideranças pefelistas e ao saudoso Mario Covas. Ou seja, retornar a meu antigo lar partidário que hoje se chama DEM. E assim fiz. Em função destes fatos, fui homologado como candidato do DEM a deputado federal, na coligação PSDB-DEM-PPS, com o número 2545. Nas eleições de 3 de outubro último, fui eleito com 113.156 votos em 367 dos 645 municípios paulistas.

Quais foram suas propostas para conquistar o eleitorado?

Destacarei as principais. Além de apresentar emendas parlamentares, de bancada e extra-orçamentárias (no caso de projetos específicos de grande porte e abrangência social) para liberar recursos financeiros aos municípios, meu objetivo é trabalhar na solução de graves deficiências estruturais que atingem todo o Estado e o País.

É o caso da Educação. Uma das batalhas prioritárias é a implantação do período integral nas escolas para garantir que crianças e adolescentes tenham ocupação saudável com atividades culturais e esportivas, associadas ao ensino de melhor qualidade, e longe das ruas onde a ociosidade vira convite ao mundo da marginalidade e das drogas. A outra é a oferta de cursos gratuitos de formação e qualificação profissional para jovens e adultos, de acordo com as exigências do mercado de trabalho, para ampliar as chances de conquista de emprego respondendo às demandas das empresas nas diferentes localidades.

No setor de Saúde, lutarei para garantir socorro imediato às prefeituras com dificuldades para manter, em adequado funcionamento, sua rede básica de saúde; aumentar investimentos para equipar e melhorar as unidades públicas de saúde que atendem casos de média complexidade; ampliar o Programa Saúde da Família; e viabilizar, junto aos governos federal e estadual, maior volume de recursos destinados a elevar a qualidade do atendimento em hospitais que recebem pacientes do SUS – Sistema Único de Saúde, como as Santas Casas.

Ainda visando à saúde pública, é fundamental muito investimento em medicina preventiva, garantir água tratada nas torneiras de todo brasileiro e o “Esgoto Zero”: 100% do esgoto coletado e tratado acabando com os despejos de detritos in natura nos rios – o que também combaterá a poluição das águas, beneficiando o meio ambiente.

Melhorar as condições da segurança pública é outra urgência. Meu objetivo é lutar pela execução de duas frentes simultâneas de trabalho. Uma tem caráter preventivo. Está calcada no aculturamento da sociedade e no resgate da educação familiar. Os pais da atualidade precisam saber pregar aos filhos o senso de responsabilidade, do que é correto, ético e moral. Antigamente, era assim. Aos poucos, a carga acabou transferida para os educadores que, na realidade, têm de cuidar da formação pedagógica do aluno. É vital recuperar o conceito da vida em família, fortalecido com a religiosidade – qualquer que seja a crença - para reaproximar o ser humano de Deus e formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. O aculturamento é um trabalho árduo e demorado que exige o envolvimento dos agentes públicos e de lideranças comunitárias para atingir toda população. Por experiência própria, garanto que a comunidade atende o chamado e participa.

Outra frente de atuação consiste no aumento do efetivo da Polícia, maior estrutura, mais equipamentos e valorização dos policiais de forma geral, recompondo sua remuneração, extremamente defasada. Ainda nesta área, defendo a ampliação dos investimentos na polícia de fronteira e nas ações investigativas, visando o combate feroz ao narcotráfico que vem dilacerando o perfil da sociedade.

No campo da economia e desenvolvimento para gerar empregos e riquezas, defendo a já tardia reforma tributária e fiscal. É imprescindível diminuir a quantidade de impostos e a pesada carga tributária que incidem sobre as empresas e também sobre os trabalhadores. O aumento real da oferta de vagas de trabalho, assim como a oficialização do mercado informal, dependem obrigatoriamente da drástica redução dos tributos cobrados das micro, pequenas e médias empresas de todos os setores. São elas as principais responsáveis pela geração de empregos. Acrescento aqui meu compromisso de fiscalizar a correta e efetiva aplicação dos impostos arrecadados pelo governo.

Outro ponto crucial é garantir prioridade na implantação e recuperação de estradas de ferro para transporte de cargas e passageiros. O transporte ferroviário é quatro vezes mais barato que o rodoviário. Consumidor, agricultor, industrial, comerciante, pessoas de todos os setores produtivos arcam com custos cada vez maiores porque o Brasil está na contramão da logística mais adequada para os deslocamentos. Ainda sob o aspecto econômico, nosso País precisa seguir sua vocação agrícola. Isto significa implantar políticas de incentivo à policultura, engolida pelo setor sucroalcooleiro que se apossou das terras mais férteis. Se continuar este processo de monocultura, apesar da vocação agrícola, o Brasil se tornará um dos maiores importadores de legumes, frutas e verduras. Proponho a união das três esferas governamentais, com a ajuda de pesquisadores, técnicos e agrônomos, na identificação de culturas adaptáveis. Os itens, no mínimo cinco diferentes, seriam produzidos em pequenas propriedades, alicerçadas em sistemas cooperativistas. É preciso ainda que os financiamentos sejam justos, acessíveis e a longo prazo, haja seguro rural e garantia de preço mínimo, entre outros fatores. Adotadas tais medidas no campo econômico, não haverá motivos para preocupação com concorrência desleal no mundo globalizado.

A melhoria da qualidade de vida da população passa, forçosamente, pelo aumento do percentual da receita arrecadada que é destinada aos municípios. Os governos federal e estadual ficam com as fatias maiores do valor arrecadado – cerca de 60% e 25%, respectivamente. E as cidades sofrem com migalhas (em torno de 15%) para atender as justas demandas sociais. Sou municipalista e não aceito esta incoerência.

Defendo ainda a reformulação no sistema de aplicação mínima de recursos em educação e saúde, dentro do conceito de que o desenvolvimento deve se processar em nível regional para reduzir as enormes desigualdades sociais entre municípios vizinhos. Cada cidade tem de aplicar, no mínimo, 25% da receita corrente líquida em educação e 15% em saúde. Ocorre que há prefeituras com arrecadação tão elevada que não sabem mais onde investir para cumprir as determinações legais. Outras, ao contrário, amargam a falta de recursos para oferecer condições elementares de atendimento nestes dois setores. Isto acontece em municípios colados uns aos outros. Como exemplos, estão Barueri em relação à Carapicuíba, São Caetano comparativamente a Rio Grande da Serra e assim por diante. Tem de haver mecanismos que permitam a uma entidade como o Fundeb – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, por exemplo, apurar recursos excedentes em determinados municípios e aplicar em outros, de uma mesma região, onde há déficit de investimentos. A meta é corrigir distorções e combater desigualdades entre as cidades, proporcionando o desenvolvimento social e econômico das regiões para melhor atendimento à população.

Com a experiência de ter presidido a AMAT – Associação dos Municípios do Alto Tietê - por duas vezes, entendo que o desenvolvimento tem de ser regional. E não pode ser pensado de forma isolada. Por este motivo, nas minhas ações junto aos governos federal e estadual, quero ter sempre a meu lado os prefeitos, vereadores e lideranças dos municípios, que formam as diferentes regiões, para viabilizar a busca de interesses coletivos.

Outro assunto em que pretendo me empenhar é a efetivação de uma grande reforma político-partidária contendo, pelo menos, as seguintes medidas: fim da reeleição para cargos no Executivo e extensão do mandato de quatro para cinco anos; redução do número de partidos políticos para, no máximo, cinco; e implantação de eleições distritais para que o povo possa fiscalizar com eficiência e cobrar com rigor os parlamentares.

Vale frisar que nada disto se faz da noite para o dia. Exige muito trabalho e persistência com o respaldo da sociedade.

Outro compromisso que assumo é manter o combate voraz às invasões de terras praticadas, ao arrepio da lei, por movimentos como o MST que provocam graves consequências econômicas e sociais.

Como defensor incondicional da democracia que preza a liberdade, fraternidade e igualdade, mantenho-me a postos para proteger, com unhas e dentes, a imprensa livre, lutando contra quaisquer mecanismos que ousem amordaçar a livre expressão.

O deputado conhece bem a realidade da comunidade nikkei no Japão, já tem alguns projetos para ela?

Não conheço em profundidade. Contudo, não posso dizer que desconheço, já que fiz duas viagens recentes ao Japão, liderando comitiva oficial de Mogi das Cruzes, nos anos de 2001 e 2007.

Entidade pública de uma província japonesa - Ibaraki - fez denúncia de que empregadores estariam trazendo mão-de-obra brasileira ao Japão e deixando a que já está aqui desempregada. Que fazer para combater essa prática?

Não conheço o caso. Preciso me inteirar para opinar com propriedade. Entretanto, tal situação se deve ao fato de ainda haver nikkeis com a ilusão de que trabalhar no Japão é a melhor forma de ganhar dinheiro. Isto não é verdade. No Brasil, já estão sobrando vagas de trabalho para mão de obra qualificada. Daí, nossa proposta de garantir a oferta obrigatória de cursos profissionalizantes gratuitos, nas diversas áreas e em sintonia com as demandas do mercado.

Um dos planos do Conselho Nacional de Imigração seria cadastrar os empregadores de mão-de-obra do Brasil para o exterior a fim de evitar que o brasileiro fique desprotegido caso perca o emprego fora de seu país. Como o deputado vê essa possível medida?

Vejo como avanço. Mas, enfatizo que minha missão, como homem público, é fazer com que não haja necessidade de brasileiros terem de ir para o Japão como dekasseguis. Digo isto porque, após 16 anos de estabilidade, o Brasil está melhorando vertiginosamente, sob os aspectos econômico, social e financeiro, o que significa maior geração de empregos e renda.

O que o deputado acha de iniciativas do governo brasileiro como a Casa do Trabalhador em Hamamatsu e o Conselho de Representantes de Brasileiros no Exterior (CRBE)?

São boas medidas para proteger dekasseguis no exterior. Oxalá a maioria volte ao Brasil sem necessidade de recorrer a elas.

A quarta geração de nikkeis no Brasil não consegue o visto para vir ao país trabalhar como as gerações anteriores (nissei e sansei). Há como resolver esse problema?

Mais uma vez, repito: meu objetivo é batalhar muito para que nenhum brasileiro seja obrigado a trabalhar fora do País, suportando todos os ônus e humilhações de mão de obra de pouca ou nenhuma qualificação, para garantir seu sustento. Seja no Japão, na Comunidade Européia, nos Estados Unidos e em qualquer outro lugar fora do Brasil.

Os filhos de pais brasileiros que nascem no Japão não conseguem a nacionalidade japonesa, mas vem sendo educados como japoneses em escolas japonesas. Grande parte deles não fala o português? Erram os pais, erra o Japão em não aceitá-los como japoneses ou não há ninguém errado nessa história?

Errou o Brasil, com a alta inflação de 20 anos – de 1975 a 1994 –, que desequilibrou as estruturas sociais, econômicas e financeiras do País, ocasionando o fenômeno dekassegui. Graças a Deus, isto ficou no passado. Após 16 anos de estabilidade econômica e política no território brasileiro, meu desejo é que, gradativamente, as pessoas voltem ao nosso querido Brasil. Antes que a situação se agrave, até por conta das incoerências quanto à nacionalidade e educação das crianças, as famílias precisam voltar ao Brasil que já tem condições de recebê-los.

Nossos jovens no Japão ainda são recordistas em determinados tipos de crime como arrombamento e roubo de carros. No Brasil, era difícil termos notícias de nikkeis envolvidos com crimes. O que teria acontecido?

Não se assuste não. Aqui no Brasil, principalmente nos últimos 20 anos, há muitos nipo-brasileiros cometendo delitos de toda ordem. Isto se deve ao elevado índice de criminalidade, impulsionado pelos desequilíbrios econômico-sociais de outrora e, principalmente, ao crescimento do narcotráfico. Por este motivo, defendo como uma de minhas principais bandeiras, o período integral nas escolas para crianças e adolescentes. Já está provado que o tempo ocioso vira convite ao mundo das drogas e da marginalidade. Temos de trabalhar fortemente tanto na prevenção da violência quanto no combate da criminalidade, especialmente do narcotráfico, como já descrevi.

Os dekasseguis se tornaram imigrantes?

Espero que não. Como brasileiro, entusiasta deste País, me incluo entre aqueles que fazem tudo para que a trágica inflação não volte, o desenvolvimento avance mais e os brasileiros retornem ao Brasil.

Os brasileiros que retornam ao Brasil estão tendo apoio do governo e da comunidade nikkei?

Sim. Temos instituições como o Sebrae – Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - e muitas associações nipo-brasileiras que prestam ajuda aos nikkeis. Evidente que não basta e é preciso ampliar este respaldo. A readaptação, queira ou não, é um desafio a se enfrentar. Contudo, vale frisar, é uma missão muito mais fácil do que aquela enfrentada pelos imigrantes japoneses no passado. O País está em franco desenvolvimento e todos os dekasseguis têm algum membro da família no Brasil. Mesmo desajustados por causa dos anos em que ficaram distantes da Pátria, falam português, conhecem a culinária, a cultura, enfim, tem familiaridade com a vida e as coisas do Brasil. Portanto, a readaptação ocorre em circunstâncias e com fatores muito favoráveis, podendo se efetivar em curto espaço de tempo. Por mais que Japão, EUA e alguns países da Europa apresentem índices e avanços tecnológicos melhores que os do Brasil, não existe país no mundo onde o povo seja multirracial e a sociedade conviva sem discriminação de ordem racial, de cor ou de credo. O que ainda existe aqui é a desigualdade social que tende a diminuir cada vez mais, à medida que avança o desenvolvimento sócio-econômico. Ressalto também que não há no planeta um povo tão solidário e hospitaleiro como o brasileiro. Eis mais uma razão para que todos voltem ao Brasil.

Então o Brasil melhorou? Está na hora de voltar ou ainda falta muito?

Melhorou muito. Está na hora dos brasileiros voltarem. Mesmo porque, além de todos os outros motivos, com o real valorizado, praticamente sumiram os benefícios financeiros de se trabalhar no exterior como mão de obra sem qualificação. Afinal, a conversão do iene, do dólar ou do euro para o real, já não traz as vantagens que havia na época em que a moeda brasileira estava totalmente desvalorizada no mercado mundial.


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COMENTÁRIOS
peregrino (Sábado, 20 de Novembro de 2010, 22:14:07) x 12
Com pessoas roubando o próprio banco
em que trabalham a situação não vai
para frente.
KadúeGrazy (Domingo, 17 de Outubro de 2010, 14:08:25) x 6
Pessoal, nós temos que ter noção do que falamos, pq é fácil para um dekassegui solteiro retornar ao Brasil e fazer cursos, faculdade e coisa e tal, mas e para um pai de família? Sendo ele novo ou já de idade? Que tem 2, 3 ou 4 filhos pequenos? Então temos que ir com calma achando que o nosso caso é igual aos de todo mundo!
O Brasil está ótimo? Alguém aqui sabe em quantos bilhões de dólares está a dívida externa? Quanto custa 1kg carne? Qual o preço da gasolina em São Paulo? E por aí vai.....
Resumindo, uma pessoal que ganha 2 ou 3 salários mínimos e que tem que arcar com o sustento da família e pagar contas, não tem como fazer cursos, a não ser que for de graça!
KadúeGrazy (Domingo, 17 de Outubro de 2010, 13:57:36) x 6
Quantos políticos brasileiros já foram ao Nihon e nunca fizeram nada para os dekasseguis? Só otário para acreditar nos políticos do Brasil! Brasileiro tem memória curta e não tá nem aí! Prova disso é o enorme número de votos que o "panaca analfabeto" do tiririca conseguiu nessa eleição! O Brasil está do jeito que está, graças ao próprio povo, por que somos nós que decidimos quem vai assumir as coisas, e mesmo assim votamos errado e depois reclamamos!
Pura ilusão dizer que o Brasil está melhor só pq o povo está adquirindo carros, móveis e eletrodomésticos, pq na verdade a grande maioria está mesmo é se endividando para depois vender o almoço para comprar a janta!
dekasegi2010 (Domingo, 17 de Outubro de 2010, 10:56:03) x 3
Este senhor me parece apenas mais um político demagogo, fala em compromisso moral, mas será que ele é tão moralista assim? Ele e todos os outros que se dizem moralistas deveriam se preocupar é com o alto indice de corrupção no Brasil e com a ignorância, falta de estudo, educação e respeito do povo brasileiro e deixar os dekasegis, seja do Japão ou de qualquer outra parte do mundo seguirem seus futuros sem interferências de políticos interesseiros.
AMERICAN BigMac(最喜欢的汉堡包) (Quinta-Feira, 14 de Outubro de 2010, 3:05:03) x 65
“Pensei em ir embora do país na mesma hora. Estou cansada de ver tanta coisa errada. Você trabalha, respeita os outros, vem um filho da mãe, leva tudo o que você tem e tá tudo bem?"

http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1324047-5606,00-MOCHILA+FURTADA+DE+ELZA+SOARES+CONTINHA+HORAS+DE+IMAGENS+PESSOAIS.html

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/10/ivan-lins-vitima-de-assalto-diz-que-filhos-foram-roubados-na-mesma.html
AMERICAN BigMac(最喜欢的汉堡包) (Quinta-Feira, 14 de Outubro de 2010, 0:59:18) x 65
como sempre, ótimos comentários,lazanha e macaco.
lazanha (Quinta-Feira, 14 de Outubro de 2010, 0:41:48) x 18
Escravo livre da violencia, livre para sair sem medo de ser assaltado ou atingido por bala perdida, livre para poder deixar o carro estacionado sem preocupacao de levarem o aparelho de som ou o proprio carro, livre de muros e grades altas, trancados dentro da propria casa, enfim , prefiro ser ESCRAVO (bem remunerado)aqui no Japao do que no Brasil.
carlos (Terça-Feira, 12 de Outubro de 2010, 18:05:47) x 78
Isso mesmo, o Brasil melhorou muito, infelizmente as pessoas ficaram no Japão e nao estudaram e ficaram para tras. Mas ainda ha tempo para quem quer estudar. Agora quem nao quer estudar que fique no Japao trabalhando como escravo.

Macaco (Segunda-Feira, 11 de Outubro de 2010, 10:17:43) x 74
O eleito pode ser qualquer um. Eles falam sempre as mesmas coisas. Parece um discurso treinado para mostrar interesse. Todo novato em Brasília pensa da mesma maneira. O problema é que "palavras são palavras, nada mais que palavras". Quero ver fazer acontecer. O problema do Brasil não é somente econômico. É educacional, moral. Dinheiro você pode conseguir em qualquer país, educação e cidadania, não. O que adianta ter dinheiro e não poder sair na rua com medo de morrer? Se fosse só econômico ninguém sairia do Brasil.
Frank (Segunda-Feira, 11 de Outubro de 2010, 7:35:27) x 82
Yuki12, entao, se fosse voce eu voltaria ao Japao.
O Japao eh um pais muito bom para se viver.
Eu voltei ao Brasil nao porque estava passando aperto no Japao.
Voltei mais para fazer algo que me realize. E o Brasil oferece mais oportunidade nesse sentido.
Se voltar ao Japao, eu voltaria para fazer algo mais especializado, mais tecnico, nao para ser piao.
O tempo voa no Japao.
Yuki12 (Segunda-Feira, 11 de Outubro de 2010, 7:01:33) x 10
Frank,desde que cheguei no Brasil entrei em cursos profissionalizantes,curso pré vestibular,o problema é que não gosto de conviver muito com as pessoas daqui tbm...sei lá não tem nada a ver comigo...
Frank (Segunda-Feira, 11 de Outubro de 2010, 6:47:19) x 82
Yuki12, concordo com voce.Realmente eh dificil a readaptacao no Brasil. Mas depois que comecei a ocupar a minha mente fazendo varios cursos de capacitacao e ainda estou fazendo, comecei a me acostumar ao Brasil, ou seja, eh preciso fazer algo que se gosta e nao ficar na ociosidade. Pois a ociosidade faz as pessoas pensarem em besteiras e comecar a ficar com pensamentos de nostalgia do tipo: O Japao eh melhor nisso e aquilo...
Muitos dekasseguis nao conseguem se readaptar ao Brasil porque ficam supervalorizando o Japao. Ficam comparando sempre. Eu ja estou parando de fazer comparacoes entre Brasil e Japao e aceitando a realidade brasileira. Apesar da inferioridade brasileira nos quesitos tecnologia e civilidade, aqui no Brasil ha mais oportunidades de crescimento pessoal do que no Japao.
zeus (Segunda-Feira, 11 de Outubro de 2010, 6:45:00) x 512
E Sr.Deputado nao esta errado de tudo nao,talves seja a hora de voltar mesmo,e a tendencia da economia brasileira e crescer isso e um fato.E agora aqui no Brasil nos vamos sofrer um reajuste na parte de alimentacao e outros,moral da historia e que daqui algum tempo o custo de vida a moeda brasileira vai ser outra,desvalorizacao do dollar,moeda brasileira diferente...isso tudo vai pesar daqui algum tempo pra quem esta no japao,e envia dinheiro pra ca,hoje mil reais ou mil oitocentos reais ja tem muita gente com esse salario,acredito que a tendencia tb vai ser subir essa media...e vai ser realidade uma moeda forte valorizada,e nos brasileiros vamos ter um custo de vida de padrao de primeiro mundo,como muitos ja estao tendo...entao o salario do exterior o dinheiro do exterior ja nao atrai.
Frank (Segunda-Feira, 11 de Outubro de 2010, 6:34:14) x 82
Quem nao fez nenhuma reserva e nao tem nenhuma qualificacao eh melhor continuar no Japao. E se estiver ganhando no minimo 170 mil yenes por mes, eh mais vantajoso ficar no Japao. Isso porque o custo de vida no Brasil esta alto. Fiquei assustado com os precos no Brasil. Por exemplo: eh mais caro lanchar no McDonalds do Brasil do que do Japao. A Internet Banda Larga do Japao eh muito mais rapida e mais barata do que a do Brasil, que alem de mais cara eh mais lenta. Produtos eletronicos e eletrodomesticos em geral no Brasil sao mais caros no Brasil, alem da qualidade ser bem mais inferior. Os carros tambem sao mais caros no Brasil. Gasolina esta quase o mesmo valor no Brasil e no Japao, apesar do Brasil ter a Petrobras... E o salario minimo no Brasil esta valendo mais ou menos 25 mil yenes...
lazanha (Segunda-Feira, 11 de Outubro de 2010, 2:18:17) x 18
Brasil melhorando? Ou seria: esta ficando "menos pior"?
Anti-racista (Segunda-Feira, 11 de Outubro de 2010, 1:49:29) x 25
Olha pra quem pretende ganhar R$1.000 reais aqui,tmbm acho muito pouco,nao da pra nada,pra pessoas sem preparo pode ser o teto máximo,não to falando pra ninguem voltar pro Brasil,gosto muito do japão vivi 20 anos ai,só que eu não vou ser um mero apertador de botão,quero mais pra minha vida,pra quem saiu da roça e so sabe fazer isso ou serviços sem qualificação,ta de bom tamanho ficar ai no japão,pelo menos da pra comer e sair de vez em quando,o japão ainda vai ser dependente da mão de obra dos nikkeis,mas vai cada vez mais exigir qualificação,pelo menos falar o idioma que a maioria não sabe,quem sabe ano que vem vou ai pra passear e rever alguns amigos japoneses que fiz quando estive ai,dolar ta barato mesmo,pra quem acha que o brasil é ruin que não vai mais se acostumar melhor ficar ai.
ItaloChinesLindo (Domingo, 10 de Outubro de 2010, 21:27:16) x 92
"O BRASIL NAO DEVE PAGAR PARA QUALIFICAR IMIGRANTES QUE DEPOIS RETORNAM A SUAS ORIGENS"

hahahaha

Um anti imigrante aos moldes americanos...


Pequenas Cousas (Domingo, 10 de Outubro de 2010, 19:14:52) x 216
US3000 (Samuca) está contente.
Mané JR foi reeleito.
Walter Ihoshi que atacou sua PLP559, não.
Samuca, o Tiririca intelectual.
KadúeGrazy (Domingo, 10 de Outubro de 2010, 12:08:16) x 6
Tá certo, não voltem mesmo! Voltar pra que? Para ganhar R$ 600,00 à R$ 1.000,00? É melhor vcs ficarem aí no nihon ganhando R$ 4.000,00 e vivendo em um país de 1º mundo, ao invés de retornarem para essa merda aqui!! Afinal, tirando o futebol, as praias e as festas das datas comemorativas o que sobra? Eu respondo: violência, sistema de saúde falido, um dos países onde o cidadão paga mais impostos e blá blá blá.....
Por isso não retornem, deixem essas "oportunidades" para o cidadão que postou aqui embaixo....
KadúeGrazy (Domingo, 10 de Outubro de 2010, 12:08:10) x 6
Tá certo, não voltem mesmo! Voltar pra que? Para ganhar R$ 600,00 à R$ 1.000,00? É melhor vcs ficarem aí no nihon ganhando R$ 4.000,00 e vivendo em um país de 1º mundo, ao invés de retornarem para essa merda aqui!! Afinal, tirando o futebol, as praias e as festas das datas comemorativas o que sobra? Eu respondo: violência, sistema de saúde falido, um dos países onde o cidadão paga mais impostos e blá blá blá.....
Por isso não retornem, deixem essas "oportunidades" para o cidadão que postou aqui embaixo....
us3000 (Domingo, 10 de Outubro de 2010, 11:25:25) x 125
O BRASIL NAO DEVE PAGAR PARA QUALIFICAR IMIGRANTES QUE DEPOIS RETORNAM A SUAS ORIGENS. IMIGRACAO EH UM PESO E UM PROBLEMA PARA O BRASIL. CHEGAM OS BOLIVIANOS... NAO VOLTEM, ESQUECAM O BRASIL. FIQUEM POR AIH MESMO, POR FAVOR!!!
Anti-racista (Domingo, 10 de Outubro de 2010, 10:05:26) x 25
Olha,o brasil melhorou muito,o poder aquisitivo da população aumentou,pessoas comprando carro novo,casa própria(financiado é claro),lógico pra quem tem emprego,mas nada que um curso profissionalizante não de jeito,de qualquer forma quem quiser algo melhor na vida tem que estudar se qualificar tanto aqui no brasil como ai no japão,não adianta ser mero apertador de botão,certo que o Brail continua com os mesmos problemas na saúde,educação e segurança,mas o Brasil é grande quem não tem medo de ir pra uma cidade de interior com uma boa estrutura para poder tentar crescer,pense em crescimento a longo prazo,mas não adianta tmbm se não tiver um pé de meia pra poder começar,o Brasil ficou mais atraente,pode ser que se torne um país de boas alternativas pra quem quer vencer,o japão virou ilusão....
Yuki12 (Domingo, 10 de Outubro de 2010, 8:53:51) x 10
Eu morei 11 anos no Japão e voltei ao Brasil ano passado,até hoje não me acostumei aqui.O povo sem educação,as ruas sujas,lixo para todo lado,nos trens muitas pessoas comem e jogam a embalagem no chão,os ónibus parecem uma carroça,as ruas todas esburacadas,acho o atendimento nas lojas daqui péssimo.Sabe que estou querendo arrumar um psicologo,não é fácil a adaptação...para quem nunca cresceu no Japão ou morou tantos anos no Japão acha que é fácil vir para o Brasil e refazer a vida,muitas vezes é como se aqui virasse um lugar totalmente estranho.
Frank (Sábado, 9 de Outubro de 2010, 22:00:36) x 82
Eu voltei ha alguns meses ao Brasil, e sinto falta da tecnologia e qualidade dos produtos japoneses. Alem de sentir saudades do bom atendimento japones. Saudade de ouvir: "Irashaimase", "Okyakusama, nani o sagashi desuka?", enfim da educacao e polidez do japones. Fora a civilidade do povo japones. No transito tanto motorista como pedestre abusam nas vias de transito. No Japao o pedestre espera civilizadamente o sinal abrir dentro da calcada, enquanto que aqui no Brasil o pedestre nao espera o sinal abrir e gosta de fazer zigue-zague nos carros para atravessar...
Mas fora isso, O Brasil realmente esta melhor economicamente. Tem muitas vagas para ganhar 600 reais para quem nao tem qualificacao e quem tem qualificacao pode conseguir ganhar acima de 2 mil reais. Entao, estude e se qualifique.
KadúeGrazy (Sábado, 9 de Outubro de 2010, 21:29:53) x 6
Tô vendo! O Brasil melhorou "MUITO"!!!! Melhorou para quem tem dinheiro! E para quem não tem deputado? Cadê o emprego? Cadê o salário justo? O dekassegui não tem que retornar não! Infelizmente este país nunca vai dar certo, país das falcatruas, da robalheira e da falta de oportunidade!
Pequenas Cousas (Sábado, 9 de Outubro de 2010, 20:16:49) x 216
Finalmente um politico de bom senso, que falou na lata!
Quem é o culpado do nikei ser mão de obra sem qualificação no Japão foi do próprio Brasil que não deu oportunidade.
Ele está certissimo em não puxar o saco dos dekasseguis,
Resolveu aceitar os meus conselhos:
http://www.pequenascousas.com/2010/10/sai-o-ihoshi-entra-o-junji-e-o-mane.html

Conte com o meu apoio deputado Junji, o senhor é mais competente do que o Ihoshi que disse aqui no Japão que o dekassegui deve ficar no Japão para não provocar problemas no Brasil.

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