O espetáculo infantil "Lendas Japonesas" participa do Festival de Teatro de Curitiba, nos dias 02/04, às 11h e 03/04, às 12h, no Teatro José Maria Santos (Rua 13 de Maio, 655). Os ingressos custam R$ 20 e R$ 10 (meia), à venda nas Bilheterias do Festival.
A peça, premiada com o Troféu Gralha Azul maior prêmio de teatro do Paraná, é recomendada para todas as idades, e com 60 minutos de duração, foi produzida pelo Grupo Camelo, com direção de Preto e texto de Patrícia Kamis, que também atua no elenco. Além da atriz nikkei, o grupo com a interpretação de Dayres de Conto, Guilherme Fernandes, Tarciso Fialho e Tiago Luz.
“Lendas Japonesas” é uma homenagem a Cláudio Seto, multiartista nikkei e grande divulgador da cultura nipônica. As lendas japonesas, assim como a mitologia do Japão, estão no campo do fantástico, simbólico, trazendo em seu bojo um leque de conhecimentos sagrados e filosóficos.
No Japão, todas as lendas têm um princípio sagrado como na arte da dança, da música e do teatro. A peça narra a história de um menino em busca de seu destino. Seus gatos lhe fazem companhia. Nesta caminhada, ele é conduzido por um ser fantástico, ao fascinante e misterioso universo das lendas japonesas.
“A realização deste espetáculo apresenta a cultura oriental, mas já com mesclas com a cultura brasileira procurando não apenas despertar o interesse das crianças para o universo japonês, mas também demonstrar como a miscigenação cultural enriquece a realidade brasileira”, explica Patrícia Kamis, autora do texto.
O grupo Camelo, que realiza o projeto com a produção da Galiotto Produções Artísticas, nasceu da união dos artistas curitibanos Pretto Galiotto, Laura Haddad e Patrícia Kamis com o interesse comum de seus colaboradores em experimentar processos de criação colaborativos e autorais.
Para o diretor Pretto Galiotto, o espetáculo é uma mesclagem altamente enriquecedora da cultura oriental com a ocidental. “Na encenação foi utilizada a estética zen. Criamos uma cena homenageando o teatro nô e kabuki e outra relembrando a tragédia da bomba atômica”, diz Galiotto.