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Publicado em  31/10/2007 17:54

Parmalat fala sobre lote de leite suspenso

A empresa explica que lote de leite que teve venda suspensa já tinha sido retirado do mercado

Brasil , Brasília - Agência Brasil

Agência Brasil
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Brasília - Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes, fala à imprensa sobre a crise do leite. Foto: Valter Campanato/ABr

O presidente da Parmalat do Brasil, Marcus Elias, disse hoje (30, no Brasil) ao diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Dirceu Raposo de Melo, que os lotes de leite da empresa que tiveram a venda suspensa já haviam sido retirados do mercado por estarem com a validade vencida.

Segundo a assessoria de imprensa da Anvisa, os lotes foram interditados de forma cautelar e o laudo que irá embasar um processo sanitário só deve ficar pronto em dez dias.

Marcus Elias se encontrou à tarde com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes. Segundo o ministro, o presidente da Parmalat manifestou preocupação com a diminuição nas vendas do produto.

"Ele está preocupado porque se cria um pânico na população de que o leite não é bom, e a gente sabe que o leite é de boa qualidade", disse o ministro.

Stephanes disse que a partida de leite comprada pela Parmalat das cooperativas fraudadoras - Cooperativa dos Produtores de Leite do Vale do Rio Grande (Coopervale) e Cooperativa Agropecuária do Sudoeste Mineiro (Casmil) - não faziam parte do produto que estava contaminado, segundo informou o presidente da Parmalat.

Raposo de Melo e o ministro Stephanes também foram recebidos pelo presidente da República em exercício, Arlindo Chinaglia, para discutir o assunto. Segundo informações da assessoria de imprensa da Presidência da República, Chinaglia pediu aos dois que adotem todos os procedimentos necessários, inclusive legais, para garantir a qualidade do leite.

A Polícia Federal prendeu no dia 22, em Minas Gerais, 27 pessoas acusadas de adulterar o leite produzido pelas cooperativas das cidades de Uberaba e Passos. Os acusados supostamente usavam técnicas ilegais para aumentar a duração e rentabilidade do produto. A operação ficou conhecida como Ouro Branco.


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