Brasil


Publicado em  08/11/2007 20:32

Pirataria também atinge cosméticos e materiais médicos

Falsificações crescem em áreas que podem afetar diretamente a saúde dos consumidores

Brasil , Rio de Janeiro - Agência Brasil

Agência Brasil
Brasilia-O-secretario-executivo-do-Ministerio-da-Justica-e-presidente-do-Conselho-Nacional-de
Brasília - O secretário-executivo do Ministério da Justiça e presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, Luiz Paulo Teles Ferreira Barreto, fala à imprensa durante reunião do Comite Nacional para Refugiados (Conare). Foto: Gervásio Baptista/Abr

O presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, afirmou hoje (7, no Brasil) que as falsificações crescem em áreas que podem afetar diretamente a saúde dos consumidores, como cosméticos e materiais hospitalares.

Segundo Barreto, o governo e o setor privado pretendem aprofundar as ações para reduzir os prejuízos da pirataria não apenas sobre a economia brasileira, mas também para a saúde da população. "O que está nos surpreendendo é a diversidade de produtos piratas", disse em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com ele, o conselho começou a perceber cada vez mais casos de pirataria de remédios, cosméticos, material cirúrgico e hospitalar. "Isso nos deixa muito preocupados porque são produtos que podem pôr a vida do consumidor em risco", avalia Barreto.

Em 2007 e 2008, a meta do CNCP é não apenas continuar com a repressão, mas investir na conscientização do cidadão contra as falsificações. "Nós trouxemos para o conselho a Confederação Nacional da Indústria e a Confederação Nacional do Comércio com a idéia de que cada ponto de venda de produtos originais se transforme em um agente de educação da população contra a pirataria", explicou.

Para Barreto, não apenas as locadoras de filmes, mas os estabelecimentos que vendem tênis, relógios e óculos podem se transformar em pontos de difusão de uma campanha pública contra a pirataria. As atividades culturais, como sessões de cinema e de teatro, também seriam usadas para passar mensagens da campanha contra a pirataria.

"Vamos levar ao Brasil inteiro a mensagem de que a pirataria é mais barata. Mas é um barato que sai caro", salientou Barreto. "Existe um custo social elevado por trás, já que, além de vinculada ao crime organizado, a pirataria gera desemprego e causa muito malefício a um país em desenvolvimento como o Brasil."

De acordo com Barreto, fontes da Interpol indicam que a pirataria movimenta US$ 522 bilhões por ano, quantia superior aos US$ 360 bilhões do narcotráfico. Para ele, a lucratividade estimula o interesse pela pirataria. "Como é uma atividade rentável e de baixo risco, ela prolifera muito rapidamente", diz Barreto.

De acordo com o Estudo Anual de Pirataria de Software Global, divulgado este ano pela entidade internacional Business Software Alliance (BSA), a taxa de pirataria de software caiu no ano passado no Brasil de 64% para 60% de 2005 a 2006. Pela primeira vez em dez anos, o país apresentou queda de 4% no índice de pirataria de softwares", manifestou Barreto.


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