Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, capitão Mauro Lopes, tudo indica que as vítimas fatais, com exceção do piloto e do co-piloto, são da mesma família e moravam na casa mais atingida no acidente, que fica na rua Bernardino de Sena.
"O indicativo que tínhamos era de seis vítimas, além do piloto e do co-piloto." As duas pessoas feridas - uma menina de 11 anos e uma mulher de 30 - foram encaminhados ao Pronto-Socorro do Mandaqui. De acordo com Lopes, a mulher teve 30% do corpo queimado e a menina passa bem. Ambas estão hospitalizadas.
O capitão Lopes disse que agora os trabalhos vão se concentrar na retirada dos escombros das casas atingidas e de parte da aeronave (uma asa, que ficou enterrada na casa, e tem combustível). Segundo Lopes, há "risco controlado de explosão". "Vamos fazer o trabalho, tão logo possível, para retirar essa asa com todo cuidado, porque tem combustível dentro."
Depois de retirada, a asa vai ser encaminhada à Aeronáutica para análise dos peritos.
Lopes informou que, no momento, continuam no local 29 viaturas do Corpo de Bombeiros, mas o número deve diminuir daqui a pouco, porque a maior parte do trabalho já foi feita. No horário de pico, havia 60 viaturas.
O porta-voz contou que, quando o avião caiu, pegou fogo, mas tudo foi controlado rapidamente, porque na região há várias guarnições do Corpo de Bombeiros e, por isso, o socorro chegou logo. Além disso, no momento da queda, chovia um pouco, o que ajudou a controlar as chamas.
O Learjet, modelo A35, que tem capacidade para 12 passageiros, saiu do Aeroporto Campo de Marte às 14h10, com destino ao Rio de Janeiro. O acidente ocorreu minutos depois.