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Publicado em  28/06/2007 16:47

TV pública do Brasil estará no ar no 2º semestre

A TV pública terá oito horas de programação regional e produção independente, diz ministro

Brasil , Brasília - Agência Brasil

A nova TV pública que deverá estar no ar já no segundo semestre deste ano irá dedicar quatro horas à programação regional e quatro horas à produções independentes, disse o ministro Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins.

"Essa talvez seja a coisa mais fantástica que a TV Pública possa fazer porque dezenas, centenas de pessoas terão espaço para se pronunciar", disse o ministro.

Uma aproximação do continente africano é uma das idéias sugeridas por Franklin Martins. "Não temos sequer um correspondente no continente africano e 30% da nossa população é de lá", ressaltou. Com parcerias com produções independentes, seria possível, disse, produzir um programa sobre a África por meio de licitações. A TV escolhe o tema, abre o processo e produtoras de todo o país poderão concorrer.

O presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Júlio Semeghini (PSDB-SP) afirmou, no debate, que a TV Pública precisa justamente trazer um diferencial em relação às Tvs já existentes. "Eu quero na TV Pública alguma coisa que está faltando e não se encontra na TV comercial. É preciso identificar o que falta".

Chamada de TV Brasil pelo ministro, terá uma programação diferenciada das TVs comerciais, que, segundo ele, costumam destinar "em torno de duas horas apenas" às questões locais com "noticiários e programas culturais limitados". Ele esteve hoje (27) no debate sobre a proposta de criação da TV pública, realizado pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara do Deputados. Segundo o ministro, as TVs comerciais, "quando passam de duas horas, é com transmissão de jogos de futebol locais". Franklin Martins explica que isto ocorre porque os custos são altos e não compensam financeiramente às emissoras.

Para preencher esta lacuna, a rede pretende ser o encontro das várias TVs públicas, educativas e culturais já existentes. "Terá uma programação simultânea, mas sem um centro que despacha para baixo, será uma articulação". Dez a 12 horas serão destinadas à programação nacional e serão feitas em conjunto pelas diversas TVs da rede, incluindo os noticiários e a programação cultural.

Como ponto de partida para a definição e elaboração da programação, a secretaria de Comunicação aposta na diferenciação entre uma TV pública e outra estatal. "São diferentes. É um espaço público, não se esgota no estatal", explicou o ministro.


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