|
/ Alexander Kanashiro/IPC
|
|
Carlos Shinoda, presidente eleito do CRBE, dirigiu a primeira reunião do ano entre os conelheiros e a comunidade
|
|
|
Carlos Shinoda, Newton Sonoki, conselheiros eleitos para representar o bloco quatro formado por Ásia, Oceania, África e Oriente Médio no Conselho dos Representantes dos Brasileiros no Exterior (CRBE) e os suplentes Wilson Hayashida e Sandra Borges se apresentaram oficialmente para as lideranças da comunidade das províncias de Aichi, Gifu, Kanagawa, Nagano, Shizuoka e Tóquio na tarde de domingo (23), em Nagoya.
O professor Ângelo Ishi não compareceu por estar em viagem de trabalho no Brasil, mas pelo celular falou do trabalho que o grupo terá pela frente. O objetivo deles vai ser enviar ao governo, relatos sobre os problemas das comunidades brasileiras ao redor do mundo. Dentro dos próximos noventa dias, os representantes terão que elaborar um planejamento de trabalho. Espera-se que com isso, a comunicação entre brasileiros que vivem fora e o governo fique mais estreita.
A formação de grupos de apoio regionais (GAP) dentro do arquipélago para elaborar propostas para o conselho foi um dos assuntos debatidos na reunião. “Os conselheiros precisam de apoio e é uma idéia que estarei sugerindo e que talvez já até esteja acontecendo em outros lugares”, afirma Shinoda.
Adalberto Prado de Morais de Nagano disputou as eleições para ser um dos representantes e mesmo não sendo eleito foi à Nagoya para contribuir com propostas dos brasileiros de sua localidade. “Todos os conselheiros são amigos da comunidade. Não tem rivalidade nenhuma e estamos fechando com ele então, um grupo de apoio da comunidade de Nagano, onde nós fazemos parte”, destaca.
Durante a 3ª Conferência dos Brasileiros no Mundo, realizada em dezembro do ano passado no Rio de Janeiro (RJ), Shinoda foi eleito também o presidente do CRBE, e as atenções dele terão que ser voltadas não só para a região quatro, mas como também para todo o resto do planeta.
“Acho que vai ser uma maneira da voz da comunidade chegar ao Itamaraty sem filtro. Então vai ser aquela voz que vai chegar sem filtro, diretamente de membros da comunidade. Espero que chegue uma resposta rápida também por parte do governo”, deseja Neusa Miyata, diretora executiva do Disque Saúde.
Para Newton Sonoki, os brasileiros no Japão, comparados aos imigrantes em outros países, estão numa situação mais confortável. “Nós temos problemas, por exemplo, na divisa do Suriname, com os garimpeiros que é uma questão de vida ou morte. São garimpeiros sendo assassinados. Então é uma questão humanitária. Aí quando você compara com o Japão que não tem esse tipo de problema, ou pelo menos são menores, são problemas de ensino da língua portuguesa, da cultura brasileira. Então as comparações ali são praticamente inevitáveis”.
Por causa dessas comparações, Sonoki vê como benéfica a indicação de Shinoda para a presidência do conselho. Dessa forma, os problemas enfrentados no Japão, poderão sempre ser colocados em pauta perante o governo brasileiro. As eleições terminaram e os membros foram empossados. Agora é o momento de colocar em prática as ações para melhorar a vida dos brasileiros.