Pouco antes das aulas terminarem na escola primária Nishi Homi, um grupo chega para mais um dia de trabalho voluntário. Enquanto a maioria dos alunos volta pra casa, alguns ficam na escola e aproveitam para fazer a tarefa de casa. Aos poucos, os garotos vão chegando. E sem perder tempo, abrem a mochila e mostram a tarefa do dia.
Sempre sob os olhares atentos dos voluntários. O projeto Pára-sol conta com quase 50 pessoas que se revezam para ajudar as crianças estrangeiras, e algumas japonesas a fazerem a tarefa de casa.
Segundo uma das voluntárias, a diferença de nacionalidade não interfere em nada no jeito de se lidar com os alunos. As crianças são tratadas como se fossem os netos. A única difilcudade muitas vezes, é manter a concentração dos alunos.
O dia é corrido para essas crianças, que mal saem de uma sala de aula, precisam se dirigir para a outra, já com o lápis na mão. O grupo de voluntários é formado por estudantes universitárias e aposentados que moram nas proximidades da escola, perto do conjunto residencial Homi Danchi.
Apesar da idade, essas pessoas mantém a disposição para ensinar e pique para brincar com as crianças depois das tarefas. Alguns dos alunos têm aulas de reforço e conseguem fazer as tarefas em casa.
Mas existem também aqueles que não têm acompanhamento, e deixam as lições incompletas.
Nesses encontros, todos conseguem ficar em dia com as tarefas.
As crianças do primeiro ao terceiro ano ficam uma hora a mais na escola, e depois, vão embora com os mais velhos.