Vários empresários japoneses foram convidados por uma empresa de recursos humanos para conhecer mais sobre o Brasil. E por que não, também investir no país. A Fujiarte quer estimular novos empreendimentos no Brasil, para que esses negócios possam contratar os brasileiros que retornam do Japão.
O projeto recebeu o nome de “Pororoca”. “Acredito que a experiência adquirida no Japão, não só o nihongo, mas a educação adquirida nas fábricas, seguir as normas, seja uma das condições essenciais requeridas na empresa japonesa no Brasil, diz o funcionário da empresa de recursos humanos Masahito Morishita.
Durante a palestra, o professor Kotaro Horisaka fez um breve apanhado histórico do país. Ele falou das vantagens que o Brasil pode oferecer, como o desenvolvimento da infraestrutura, de olho nos grandes eventos esportivos previstos para os próximos cinco anos: a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016.
Com o Brasil ganhando destaque no cenário econômico internacional, é cada vez maior o número de empresas que querem conhecer melhor o país. Fato que pôde ser comprovado pelo número de participantes na palestra.
Esse interesse não é novo. É apenas um retorno do desejo do empresariado japonês em estreitar as relações econômicas com brasil. “A relação empresarial entre Japão e Brasil tem três etapas. A primeira na época de 1950, e outro de 1960 a 1972, e agora, de novo, depois de 1995”, explica Horisaka enfatizando que nos dois períodos anteriores, a procura pelo Brasil era maior entre as grandes empresas.
Agora a situação é outra. Empresas de portes pequeno e médio têm demonstrado interesse em expandir os negócios na América do sul, principalmente no Brasil. Por isso, dentre os pontos apresentados por Horisaka, está, por exemplo, o salário mínimo, que atualmente é de R$545. Já o presidente da empresa de recursos humanos, fez questão de valorizar a mão-de-obra decasségui, explicando todo o caminho percorrido pelos descendentes desde a imigração japonesa no brasil.