Aichi


Publicado em  11/10/2010 13:25

Estudantes brasileiros são premiados em concurso de redação

Participaram ao todo 42 alunos sendo 19 japoneses, 10 chineses e 13 brasileiros nas categorias ensino fundamental, ensino médio e geral

Japão , Aichi , Toyota


Sarah-Bruna-Geovanna-e-Editon-foram-premiados-pela-Associacao-Internacional-de-Toyota

Cinco estudantes brasileiros residentes na cidade de Toyota, Aichi, foram premiados em concurso de redação promovido pela Associação Internacional de Toyota – TIA, no sábado. Participaram ao todo 42 alunos sendo 19 japoneses, 10 chineses e 13 brasileiros nas categorias ensino fundamental, ensino médio e geral (com idade até 22 anos). As redações poderiam ser escritas na língua materna de cada candidato participante com o tema “O internacional para mim”.

Em Toyota, conforme dados de março deste ano, vivem cerca de 15 mil estrangeiros de 80 países diferentes, além dos milhares de turistas que passam pela cidade. Com o intuito de promover a integração e a consciência de que os residentes estrangeiros também fazem parte da sociedade local a associação designou o dia 1º de outubro como o “Dia Internacional”. E como parte das comemorações desta data promoveu o concurso para que os jovens contassem o que aprenderam com a experiência de viverem com pessoas de várias nacionalidades na cidade.

Geovanna Ayumi Constância e Bruna Hisae Bosio, ambas com 14 anos, vieram ao Japão ainda crianças e se conheceram na escola Homi Chuugakoo. Geovanna relatou em seu texto que apesar do começo difícil conseguiu superar as dificuldades com o estudo da língua japonesa. “Depois que fui aprendendo a língua, comecei a gostar do Japão”, revela. Bruna, por sua vez, destacou a experiência de estudar com colegas de origem filipina, chinesa e peruana. “Minha mente se abriu ao conversar com eles. Aqui as pessoas são mais tímidas e para fazer amizade precisei me aproximar mais delas”, aponta.

Os meninos da comunidade estiveram representados pelos irmãos Editon e Éslei Miyoshi Arakawa Barreto com 16 e 14 anos, que falaram de sua relação com a capoeira. Através da arte marcial brasileira, ambos viajaram pelo Japão para fazer demonstrações e conheceram pessoas de várias nacionalidades. A dupla que retorna em breve ao Brasil, leva na bagagem a experiência multicultural vivida em Toyota. “Com o passar dos anos naturalmente fomos nos relacionando com jovens de países diferentes e aprendendo a conviver e compreender a cultura de cada povo. Viver isso aqui foi muito legal”, constata Editon.

A primeira colocação da categoria ensino médio ficou com Sarah Longatto Fuidio, 18. Para ela o tema da redação proposta e a vida que leva no arquipélago se confundem no cotidiano. Filha de pai uruguaio e mãe brasileira, ambos sem descendência nipônica, Sarah chegou ao país há sete anos. Terminou o ensino fundamental em escola brasileira e ingressou no médio em escola internacional com currículo em japonês e inglês. Fluente nos dois idiomas aprendeu o espanhol com o pai para não perder suas raízes e foi além.

A amizade com uma colega chinesa lhe rendeu noções de mandarim além de uma visita aos seus familiares em Xangai. Hoje aprende o idioma coreano de forma autodidata e faz traduções como voluntária para adultos e crianças no bairro Homigaoka e na cidade de Toyota enquanto se prepara para o ingresso na universidade. O curso não poderia ser outro. “Línguas estrangeiras. É claro”, responde na ponta da língua. Sarah dedica o prêmio aos pais que sempre lhe incentivaram e despertaram o interesse para novas culturas e línguas estrangeiras. “Quero aproveitar essa oportunidade de morar no Japão e aprender sempre mais. Precisamos olhar pra frente e ter sempre um objetivo”, destaca.


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COMENTÁRIOS
Macaco (Quarta-Feira, 13 de Outubro de 2010, 8:21:53) x 74
Muito bom essas iniciativas, mas as pessoas continuam pensando de maneira muito homogenea.
Sera resultado da cultura japonesa onde todos precisam ser iguais?
Macaco (Quarta-Feira, 13 de Outubro de 2010, 8:21:28) x 74
Muito bom essas iniciativas, mas as pessoas continuam pensando de maneira muito homogenea.
Sera resultado da cultura japonesa onde todos precisam ser iguais?

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