Na maioria das vezes a província de Aichi nem passa pela cabeça dos turistas que planejam visitar o país. Mas o governo local quer mudar essa situação, e planeja estimular o turismo na região. E se o alvo são os estrangeiros, ninguém melhor do que os próprios para avaliarem alguns pontos turísticos sugeridos pela província e pela Universidade de Nagoya.
Juntas elas vão promover durante o ano 10 roteiros de passeio. O JPTV mostrou uma dessas viagens para conhecer melhor o projeto. O passeio é gratuito. Em alguns casos, paga-se somente pela refeição.
Eles pedem que o estrangeiro more há pelo menos 10 anos no Japão, mas isso não é uma condição obrigatória. O importante mesmo é avaliar todos os pontos a favor e contra de cada local visitado, explicando o motivo na visão de um turista estrangeiro. Geralmente, são visitados quatro locais, que os organizadores imaginam que os turistas irão gostar.
No dia em que participamos, o primeiro local foi o mercado de flores. Apesar do nome, pessoas comuns não podem comprar os vasos. O local é exclusivo para varejistas que adquirem os lotes através de um leilão. Assim que o leilão é encerrado os funcionários do mercado já começam a preparar os vasos para serem carregados nos caminhões.
Mas se não é permitida a compra de flores, e nem sequer podemos chegar perto das plantas, qual o motivo de quererem mostrar o mercado para os estrangeiros? Simplesmente pelo fato de ser um dos mercados atacadistas mais modernos do mundo.
A segunda parada do passeio foi um templo budista. Os turistas aprenderam as principais diferenças entre as construções budistas e xintoístas. E pra isso nada melhor que um lugar onde abrigue os dois juntos.
O monge ensinou técnicas de meditação, e para os mais corajosos, mostrou também como é a advertência para aqueles que não se concentram. “Doeu bastante! Foi dito que não doia, mas na hora foi dolorido”, disse o turista Ivamar Alves Pereira.
No templo, os visitantes saborearam uma refeição parecida com a que os monges estão acostumados a comer numa dieta sem carnes. Para os turistas, a comida era mais temperada do que imaginavam.
Depois desse momento zen do passeio, foi a vez de conhecer um bairro na cidade de Chita, famosa no passado pelas indústrias de tecido. Atualmente, as indústrias não existem mais.
Restaram apenas algumas casas daquela época e um ateliê, onde os visitantes podem experimentar usar uma máquina de tear.
A última parada é no Museu do Trem, exibido no JPTV em julho. O passeio termina na estação de Nagoya, que foi também o ponto de encontro.
Apesar de ter gostado da maioria dos locais visitados, os pontos negativos também deveriam ser apontados. A estudante de turismo de uma faculdade à distância, Débora Matoba aproveitou o dia para estudar. “O motivo que me trouxe hoje, foi que eu queria aproveitar o conhecimento que eu estou estudando e aproveitar o passeio”, relata.
O próximo roteiro será realizado no dia 23 de setembro, mas é necessário fazer reserva antecipadamente. Mais informações no blog do JPTV.