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Osny Arashiro/ipcdigital.com
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Haken Mura teve pouca presenca de brasileiros necessitando de ajuda
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O terceiro Haken Mura de Toyohashi (Aichi) foi realizado no Matsuba Koen, domingo (14), oferecendo consultas gratuítas com advogados, despachantes, médicos, assistentes sociais, enfermeiras, sindicatos, incluindo 12 voluntários brasileiros. Também houve distribuição gratuíta de refeições.
O evento foi organizado pela Haken Mura de Toyohashi, com apoio da Rede Anti Pobreza de Aichi e cooperação da Ordem dos Advogados e Despachantes da província. Apesar dos serviços gratuítos oferecidos, foi baixa a presença de brasileiros procurando por auxílio, se comparado às duas edições anteriores.
Segundo Fumihiro Takashima, diretor executivo do Toyohashi Haken Mura, a baixa presença de brasileiros se deve à falta de divulgação, apesar de ter informado aos síndicos de conjuntos habitacionais onde residem estrangeiros. “Por outro lado, tenho reparado que os serviços de transportes para as fábricas estão com os veículos cheios de brasileiros, então muitos estão voltando a trabalhar também”, acredita Takashima.
Quanto aos japoneses, a grande maioria que compareceu a este Haken Mura, são da terceira idade. Muitos vieram com a divulgação da Hello Work. “Eles procuram emprego e não encontram, isso significa que precisam do Seikatsu Hogo (Auxílio à Sobrevivência) e aqui temos homeless também que precisam de amparo. Por intermédio do Haken Mura, eles tem esperanças de receber ajuda”, afirma Takashima.
“As pessoas que aqui comparecem, podem estar com problemas de saúde, ou trabalhista ou econômico. Às vezes fazem algum arubaito (bico) e a prefeitura corta o subsídio. Então essas pessoas podem estar sendo pressionadas por alguma entidade pública”.
“Vindo ao Haken Mura, elas ganham mais força porque aqui temos advogados a favor deles, temos professores universitários, estudandes e outros voluntários que podem representar melhor os necessitados”, acredita. “O Haken Mura serve de conexão entre o sistema de ajuda que o governo oferece e as pessoas que necesitam desse auxílio”.
Dente quebrado
Uma famíla brasileira compareceu ao local para levar um problema que eles acreditam, sejam de ijime (maus tratos) na escola onde a filha frequenta o segundo ano do shoogakko (ensino fundamental).
A criança de sete anos caminhava pela rua da escola de volta para casa, quando uma aluna da sexta série, portanto mais velha, empurrou a brasileira. Ela caiu, esfolou o joelho e quebrou a ponta do dente incisivo direito. Foi preciso trabalho dentário para normalizar o dente da criança.
O pai alega que perdeu dias de trabalho para levar a filha ao dentista, além de arcar com o tratamento caro. Eles consideram como sendo lesão corporal e reclamaram com a diretoria da escola. Mas os diretores insistem que não houve ijime e a aluna que empurrou a brasileira nega que foi ela.
Os atendentes do Haken Mura consideram o caso delicado. Vai precisar de testemunhas e nessa hora, todos se calam como é de costume.
Os pais disseram que não fazem questão do ressarcimento financeiro com as despesas dentárias, mas aceitariam um pedido de desculpas e lutam por justiça. O assunto ficou de ser verificado pelo Haken Mura.