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/ Alexander Kanashiro/IPC
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Assunto foi discutido no encontro da comitiva do MEC e do CNE com representantes de escolas em Nagoya
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Realizado desde 2008, no Brasil pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Censo escolar foi enviado para as escolas brasileiras no Japão pela primeira vez neste ano pelo Consulado-Geral do Brasil em Nagoya. Segundo o funcionário Henrique Kitaguchi, designado pelo órgão para fazer a transferência dos dados das instituições de ensino para o Inep, até sexta-feira (12), das mais de 90 entidades que receberam o questionário apenas 18 fizeram a devolução.
O prazo terminou hoje (15), mas Kitaguchi durante encontro da comitiva do Conselho Nacional de Educação (CNE), do ministério da Educação (MEC) e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) com diretores e professores de escolas na tarde de ontem (14), solicitou aos responsáveis que façam a entrega mesmo com atraso.
De acordo com o conselheiro do CNE, Adeum Sauer, não há nenhuma penalidade prevista para as instituições de ensino no Japão que não colaborarem com o levantamento, porém os colégios que não responderem ao Censo poderão ficar sem o material didático previsto para ser distribuído pelo MEC. “As escolas recebem material escolar com base no número de alunos matriculados e registrados no Censo anterior. Sem esse referencial não há como o Ministério da Educação fazer a distribuição de livros”, explicou.
Sheyla Carvalho Lira, chefe da Assessoria Internacional do INEP, explicou a importância do Censo educacional para os participantes do encontro. No Brasil, a coleta de dados é feita com a colaboração das secretarias estaduais e municipais de Educação e com a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. “O aluno recebe um código de identificação e através dele temos a possibilidade de acompanhar toda a sua trajetória”, relatou.
No caso dos alunos que retornam ao Brasil com documentação insuficiente para continuar os estudos na série equivalente, o registro pode ajudá-lo a comprovar até que nível estudou enquanto estava no Japão. “A resposta é muito importante para que o aluno seja reconhecido como estudante e o registro é mais um documento oficial para provar a sua escolaridade”, concluiu Sauer. A comitiva realiza durante a semana visitas técnicas em escolas em processo de homologação junto ao MEC.