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/ Alexander Kanashiro/IPC
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Participantes foram instruídos sobre como usar a caixa emergencial deixada em cada prefeitura com material de apoio aos residentes estrangeiros
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O Centro Internacional de Nagoya (NIC) realizou domingo (23), treinamento para voluntários cadastrados do órgão sobre como auxiliar os estrangeiros em situações de desastres naturais como terremotos. O evento que acontece todos os anos reuniu desta vez 82 pessoas, a maioria formada por chineses, turcos, filipinos e brasileiros além dos japoneses.
A entidade conta com um departamento criado especialmente para ajudar os estrangeiros em situações emergenciais. Divididos em grupos os participantes simularam o que fazer após um terremoto de grau 5 que pode provocar danos em imóveis e edifícios menores. Eles foram instruídos sobre como usar a caixa emergencial deixada em cada prefeitura com material de apoio aos residentes estrangeiros. Nela, há informativos, manuais com lista de abrigos temporários, placas de sinalização para serem colocadas nos edifícios e casas com perigo de desmoronamento e material para produzir impressos em vários idiomas.
Os voluntários serão responsáveis também por preencher formulários com informações dos sobreviventes que serão repassados para as prefeituras e poderão ajudar na localização de familiares e na recuperação de documentos perdidos. “A presença deles será essencial nessa situação de pânico para transmitir segurança para a comunidade”, afirma Kaoru Miyagawa, diretor da divisão de intercâmbio e projetos de cooperação do NIC.
Em Nagoya, há 16 bairros e a simulação contou com a colaboração dos moradores de Chikusa, Naka, Nakamura e Showa. Sumaya Kikugawa, 46, que reside há 20 na cidade foi uma das poucas brasileiras que se cadastraram para oferecer ajuda voluntariamente. “De voluntário todo mundo tempo um pouco. Poderemos ser úteis, pois há muitos brasileiros que não falam o idioma japonês e podem precisar de apoio numa emergência”, enfatiza a moradora do bairro Minami.
Sumaya conta nunca presenciou uma situação de desastre natural de grandes proporções. Mas se algo acontecer, “atenderei primeiro a minha família e em seguida irei à prefeitura para receber as ordens”, diz. Japoneses que dominam outros idiomas também se cadastraram e se colocaram à disposição do NIC para auxiliar os estrangeiros como é o caso de Miyuki Kaba, 33, que trabalhou dois anos no ensino da língua japonesa para crianças brasileiras em Mogi das Cruzes, SP. “Aprendi português e com essa experiência que tive no Brasil estou preparada para ajudar todas as pessoas que entendam a língua”, espera.
No dia 17 deste mês, centenas de pessoas em Kobe, Hyogo, lembraram o terremoto Hanshin-Awaji ocorrido há 16 anos, que matou mais de 6,4 mil pessoas, incluindo oito brasileiros. O tremor marcou sete pontos na escala japonesa Shindo e 7,2 pontos na escala Richter, atingindo a região da cidade de Kobe às 5h46 da manhã.
O epicentro foi na ilha de Awajishima, na baía de Kobe. O tremor se estendeu até Osaka. Das 6.434 vítimas, 162 eram estrangeiros residentes na província de Hyogo: 107 coreanos, 40 chineses, oito brasileiros, três birmaneses, dois norte-americanos, um filipino e um australiano.
Vocabulário:
Cuidado – chuui – 注意
Desastre – saigai – 災害
Local d refúgio – hinanbashou – 避難場所
Perigo – kiken – 危険
Posto de primeiros socorros – kyuugoshou – 救護所
Terremoto – jishin – 地震