Aichi


Publicado em  15/02/2011 15:30

Pais e filhos contam em vídeo suas histórias

Atividade do NIC reuniu famílias e estudantes para produzir audiovisuais

Japão , Aichi , Nagoya / Alexander Kanashiro/IPC

/ Alexander Kanashiro/IPC
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A segunda edição do projeto reuniu 10 crianças de várias nacionalidades acompanhadas pelos pais e 15 universitários

Ter uma família grande e unida no mesmo país é o sonho da nikkei brasileira Tamie Sugama, 34, moradora do bairro de Minami, em Nagoya, Aichi, e de seus três filhos Mateus, Takeo e Thaís. Filha de mãe austríaca e pai japonês, Tamie acabou seguindo o caminho inverso dos pais ao deixar o Brasil há vários anos para tentar uma vida melhor no arquipélago. Sem se arrepender da escolha, ela revela que sente a separação da família. “Mas as crianças sentem mais e como a família de minha mãe vive na Áustria e da do meu pai em Hokkaido nossa intenção é de viver juntos aqui para sempre. Chega de separação”, afirma Tamie.

A história da família da brasileira foi mostrada num vídeo de dois minutos de duração na oficina de estímulo às crianças estrangeiras “Minha História através da Fotografia” promovida pelo Centro Internacional de Nagoya (NIC), no sábado (12). Em sua segunda edição na capital de Aichi, o projeto reuniu 10 crianças de várias nacionalidades acompanhadas pelos pais e 15 acadêmicos da Universidade Aichi Shotoku Daigaku, sob orientação da professora Kojima.

Foram necessários dois dias para a produção dos vídeos. “No primeiro escrevi sobre minha vida e meu sonho. Hoje trouxe as fotos para juntar com minha narração”, explica Antonio Massanori, 15, que vive no bairro de Midori. O jovem nasceu no Japão, se mudou para Campinas-SP, e há cinco anos retornou ao país. Ele tem o sonho de se tornar jogador de futebol, mas ao contrário da maioria dos brasileiros que vivem no arquipélago não quer defender um time da J. League.

“Quero entrar para algum time do Brasil, principalmente o Corinthians”, diz ele ressaltando que exibe o clube com orgulho para os colegas do time de futebol da escola. Massanori foi instruído no processo de montagem e edição do audiovisual pela estudante Aimi Tanaka, 21, que já foi voluntária em classes de língua japonesa para crianças estrangeiras, mas participou da oficina pela primeira vez. “Conversamos bastante sobre o futuro dele e pude dar algumas recomendações. Compartilhando nossas histórias recebemos uma mensagem positiva dessas crianças”, diz a acadêmica.

Cristina Naoko, 43, mãe de três crianças em idade escolar, também participou da atividade e aproveitou a oportunidade para trocar informações com os estudantes sobre a educação de seus filhos. “Participando de eventos como este ficamos por dentro de muitos detalhes que podem ajudar no futuro”, conta Cristina que para acompanhar mais de perto as crianças na escola entrou para a associação de pais e mestres.

“Não sei ler e escrever kanjis, mas ajudo diagramando os boletins e informativos escolares e traduzo para o português os avisos da escola. A língua não é barreira para não participar”, completa. Os vídeos produzidos serão utilizados nos cursos e eventos realizados pelo NIC. Em agosto do ano passado 20 crianças participaram da atividade.


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COMENTÁRIOS
sen (Terça-Feira, 15 de Fevereiro de 2011, 22:44:12) x 189
Muito boa a iniciativa!

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