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/ Alexander Kanashiro/IPC
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Em 2009, 1.060 pessoas foram presas pela polícia de Aichi por envolvimento com drogas. Entre elas, 70 menores de idade, dos quais 43 por portarem o removedor de tintas thinner, 18 com drogas estimulantes e nove com maconha. Sete menores brasileiros acabaram entrando para as estatísticas. Seis pelo uso de estimulantes e um por maconha.
Visando informar também a comunidade estrangeira sobre o tema, a Divisão Juvenil da polícia de Aichi realiza desde abril do ano passado palestras em eventos e escolas da província. O responsável pelo setor, Osamu Yoshida, conta que além das crianças e jovens é importante que os pais e responsáveis também se informem e passem esse conhecimento dentro de casa.
No Japão, a alta carga horária de serviço dos pais deixa pouco tempo para que eles estreitem os laços de relacionamento com os filhos. A solidão é um dos motivos que levam os jovens do país a buscarem a sensação de alívio e conforto, que poderia ser encontrada na família, nos entorpecentes. “Os pais não devem deixar a criança ficar solitária. Como são sensíveis, podem começar a usar as drogas pela tristeza. É preciso que haja comunicação na família para evitar que isso aconteça”, explica Yoshida.
O policial recomenda que escola e pais mantenham contato. Dessa forma fica mais fácil perceber qualquer mudança de comportamento dos filhos e identifi car a causa. “Fique atento às palavras, comportamento e relacionamento com os amigos. Caso minta, deve repreendê-lo com atitude severa”, aconselha, ilustrando o perigo das drogas à família com casos em que jovens usuários agrediram membros de sua própria família sob o efeito de entorpecentes. Ao saber que seu filho, parente ou conhecido está envolvido com drogas o melhor a fazer, segundo Yoshida, é consultar a delegacia de polícia mais próxima que informará como fazer o encaminhamento aos órgãos competentes, bem como aos centros de tratamento.
A metanfetamina popularmente conhecida como “Shabu”, “Ice”, entre outros nomes, é a mais recorrente dentre todos os entorpecentes no arquipélago. Já ocorreram ao menos três ondas de consumo (década de 50, anos 80 e fim da década de 90) dessa droga que causa euforia, diminuição do apetite e do sono e aumento no desempenho físico e intelectual que resultam no aumento da capacidade produtiva do usuário.
Seu princípio ativo é retirado de uma planta denominada efedra, cultivada na fronteira da China com a Mongólia. Atualmente, está sendo fabricada na Tailândia, Camboja e Laos. Seus usuários podem sofrer de problemas dos dentes, desde sensibilidade aguçada até a perda dos mesmos, que pode ocorrer depois de um período de uso de aproximadamente um ano.
Embora o número de infratores presos pelo envolvimento com a droga venha diminuindo nos últimos anos, em 2008, 77.2% das prisões relacionadas a drogas foram por causa da substância de acordo com relatório da Divisão de Drogas e Armas de Fogo da Agência Nacional de Polícia. Naquele ano foram apreendidos 397.5 quilos, sendo 330,8 quilos provenientes da China. A maior apreensão foi feita numa operação da polícia com outras agências governamentais que descobriu um navio chinês com 300 quilos da droga escondidos num tanque de combustível, em novembro. Quatorze suspeitos, sendo 12 marinheiros indonésios e dois japoneses, foram presos.