Aichi


Publicado em  21/02/2011 12:19

Representantes de bairros e tradutores discutem convivência comunitária em Okazaki

Reunião contou com a participação de 14 associações de bairros, representantes da prefeitura, polícia e do setor de moradia

Japão , Aichi , Okazaki / Alexander Kanashiro/IPC

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Assistente diretor de promoção multicultural da cidade Yoshio Ota ouviu o relato dos representantes

No sábado (19), representantes de 14 associações de bairros e tradutores da cidade de Okazaki, Aichi, participaram da terceira reunião de convivência comunitária promovida pela prefeitura. Cada participante apresentou os problemas enfrentados em sua localidade que dificultam a integração dos moradores e projetos que visam à integração e maior participação social. A conferência foi acompanhada por representantes do setor de administração de moradia municipal (shiei juutaku) e provincial (ken’ei juutaku), da polícia e presidida pelo assistente diretor de promoção multicultural da cidade Yoshio Ota.

Em Okazaki vivem 376 mil pessoas das quais 10.270 são estrangeiros e dentre eles, 4.300 brasileiros. Entre as principais reclamações das associações em relação aos residentes estrangeiros estão o desrespeito à separação do lixo, estacionamento de veículos em locais impróprios, realização de churrasco em parques e locais proibidos, ausência nos mutirões de limpeza coletiva e falta de participação nas associações de moradores.

Uma das preocupações relatadas no evento por um dos participantes foi a de que com a interrupção das transmissões analógicas de TV em julho deste ano, e a adoção do sistema digital o número de aparelhos televisores convencionais abandonados nas estações de lixo dos conjuntos residenciais deve aumentar progressivamente.

Os tradutores apresentaram o trabalho de tradução de panfletos e informativos que vem realizando e como a situação está melhorando se comparada a de anos anteriores. Silvia Galvão, 22, é uma das associadas do bairro Waramatsu Shin Machi. No conjunto residencial onde vive metade das famílias é brasileira e de acordo com ela a falta de voluntários se deve ao horário das atividades principalmente as de limpeza realizadas aos sábados pela manhã.

Em seus 14 anos de Japão, ela conta que já se acostumou com os problemas gerados pela diferença cultural e diz que para que eles sejam superados os dois lados precisam ceder. “O brasileiro tem que entender que está no país dos outros e passar a colaborar um pouco mais. E o japonês precisa entender que viemos de uma cultura totalmente diferente antes de julgar”, analisa.

SAÚDE

O médico Taro Nagai, tradutor voluntário do Disque Saúde, aproveitou a oportunidade para chamar a atenção dos participantes para a saúde dos brasileiros. Em 2010, foi chamado para fazer interpretação médica para quatro pacientes com câncer e um com derrame cerebral. “Este último ficou tetraplégico. O brasileiro está envelhecendo aqui e precisa de um acompanhamento melhor”, afirma.


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COMENTÁRIOS
AMERICAN-the ☆real☆ gaijin (Quarta-Feira, 23 de Fevereiro de 2011, 0:08:08) x 140
"Em seus 14 anos de Japão, ela conta que já se acostumou com os problemas gerados pela diferença cultural e diz que para que eles sejam superados os dois lados precisam ceder. “O brasileiro tem que entender que está no país dos outros e passar a colaborar um pouco mais. E o japonês precisa entender que viemos de uma cultura totalmente diferente antes de julgar”, analisa."







Que comentário ESTÚPIDO dessa "tradutora".
Diferença cultural é não saber usar um hashi, não comer uma comida, não rezar pra Buda.. ISSO sim é diferença cultural.
Agora jogar lixo na porta dos outros,colocar som nas alturas,incomodar os vizinhos.. .isto tem outro nome.. e é bem típico de gentinha desse tipo.
Morar perto de nikkei,jamais!!
MELISSA (Segunda-Feira, 21 de Fevereiro de 2011, 22:15:01) x 1866
Nao se preocupem que nao eh so em Okazaki e nao sao somente brasileiros! Japoneses que moram em danchis tambem nao tem
categoria!


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