Aichi


Publicado em  14/08/2011 11:51

Representantes do Ciate conheceram a nova realidade dos brasileiros no Japão

Masato Ninomiya e Hele Sanada visitaram cidades com grande concentração de brasileiros como Hamamatsu, Nagoya, Oizumi e Toyota

/ Akio Sakaguchi/JPTV com ipcdigital.com

/ Miyuki Nagasawa/Atec
Em Nagoya, representantes do Ciate e do Ministério do Trabalho visitaram escola que oferece cursos profissionalizantes com recursos do governo japonês

Representantes do Centro de Informação e Apoio ao Trabalhador no Exterior (Ciate) estiveram no Japão no mês passado para ver como está a comunidade, depois da crise econômica e do terremoto seguido pelo tsunami, e se depararam com uma nova realidade. O professor da USP e presidente do Ciate, Masato Ninomiya, e a coordenadora de palestras e eventos, Helena Sanada, visitaram Nagoya no dia 15 de julho.

Acompanhados por membros do Ministério do Trabalho, eles foram recebidos pelo cônsul-geral do Brasil, Ricardo Drummond.

Em seguida, visitaram uma escola de informática que oferece cursos profissionalizantes com recursos do governo japonês, e conheceram o trabalho de integração e apoio aos residentes estrangeiros, realizado pela Associação Internacional de Aichi. Helena Sanada veio ao país para um estágio patrocinado pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem Estar Social e pela Associação Kaigai Nikkeijin Kyokai. A última visita dela ao Japão havia sido em 2000. De lá pra cá, muita coisa mudou.

“Pude ver na realidade, as dificuldades que eles estão enfrentando, especialmente, a exigência de conhecimento da língua, o que não era tão necessário há dez anos porque a maioria tinha um intérprete, e com a crise, está mais rigoroso conseguir um trabalho”, avalia.

O Ciate recebe consultas de muitos brasileiros que retornam do Japão, e Helena constata que um dos principais fatores que desanimam os ex-dekasseguis é a diferença salarial. Mas o fator financeiro não é o único que tem desmotivado as pessoas a voltarem ao arquipélago.

Conforme a representante, muitas famílias no Brasil ainda expressam o desejo de retornar ao Japão influenciadas principalmente pela dificuldade de adaptação ao cotidiano.

“Por exemplo, as pessoas ficam com medo de andar na rua. Então uma das coisas fora o salário, é a segurança em que a pessoa não se sente mais segura em sair de casa”, afirma.

Helena acredita que com as informações obtidas nessa viagem, a entidade no Brasil terá mais condições de ajudar os brasileiros retornados.

A dupla visitou também outras cidades com grande concentração de brasileiros como Oizumi (Gunma), Hamamatsu (Shizuoka) e Toyota (Aichi). Em cada uma delas, conversaram com representantes das agências Hello Work, associações de intercâmbio internacional, e também do Consulado-geral do Brasil em Hamamatsu, além de ouvir a opinião da comunidade de cada localidade.


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