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/ Alexander Kanashiro/IPC
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Lutador da comunidade inaugura no próximo dia 30, em Komaki, Aichi, a filial de sua academia Brazilian Thai no prédio Tomei Motors
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O lutador brasileiro do K-1 World Max, Danilo Zanolini, de volta ao Japão após uma rápida passagem pelo interior paulista onde realizou seminários em Sorocaba, Campinas e Americana inaugura no próximo dia 30, em Komaki, Aichi, a filial de sua academia Brazilian Thai no prédio Tomei Motors.
Atual campeão do Heat, ele defende o cinturão dos pesos médios (70kg) no dia 13 de março, no Zepp Nagoya, contra o desafiante japonês Hamasaki. Dividindo as atenções entre a inauguração do dojo e a preparação para o combate conta com a ajuda de familiares e amigos para finalizar as instalações.
As paredes foram pintadas pelos alunos e o balcão foi doado por um deles. Já a esposa que é artista plástica fez a logo e a arte que decora a academia. “Está todo mundo colaborando. Só tenho a agradecer e dizer que tudo isso é deles”, diz o lutador que adianta a instalação de um ringue oficial para facilitar a preparação dos atletas para as competições.
No novo espaço haverá treinos de jiu-jitsu, MMA (artes marciais mistas) e body combat. A localização próxima de Nagoya e num lugar conhecido pelos brasileiros da região favorecerá o acesso de interessados de províncias vizinhas como Mie e Shizuoka. Praticantes de Gifu frequentam a matriz em Imawatari, na cidade de Kani.
Nos 20 dias que permaneceu no Brasil entre os meses de outubro e novembro do ano passado, Zanolini visitou parentes, reviu os amigos e reencontrou seu mestre de kickboxing José Koei Nagata. Ele conta que ficou impressionado com o carinho de todos que mesmo à distância acompanham sua trajetória de vitórias no Japão. Em sua cidade natal, Sorocaba, o atleta foi entrevistado por jornais, emissoras de rádio e participou ao vivo de um telejornal local.
“Foi maravilhoso ter voltado como lutador profissional depois de tudo que enfrentei para chegar até aqui”, afirma. Nas academias que visitou ele procurou passar um pouco da experiência que adquiriu no Japão. “O brasileiro luta com o coração e usa muita força enquanto o japonês luta com a técnica e a com cabeça. Há momentos em que precisamos usar mais a velocidade e esperar a hora certa para usar a força”, explica. “Aprendi aqui que a luta não é apenas força, é acima de tudo cabeça e estratégia. Isso também procurei transmitir lá”, acrescenta.
Como forma de retribuir todo apoio que recebeu nos momentos difíceis até se profissionalizar, Zanolini decidiu trazer um jovem com potencial para treinar e competir em Aichi. O primeiro atleta escolhido acabou preferindo os Estados Unidos como destino. No lugar dele, um substituto só aguarda a liberação do visto para estrear no evento Dual Impacto em Komaki, no dia 27 de fevereiro.