Representantes dos cerca de 254 mil brasileiros que vivem no Japão querem que o governo brasileiro negocie a criação de escolas bilíngues no país (em japonês e em português), acelere a tramitação do Acordo da Previdência, que aguarda aprovação nos parlamentos dos dois países, e busque meios para permitir que eles atuem como autônomos nas cidades japonesas. Os brasileiros querem mais apoio do governo.
A comunidade brasileira fez os pedidos no sábado (16) ao ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, que está em Tóquio. Na reunião com o chanceler, os brasileiros afirmaram que muitos dos que estavam no Japão se veem obrigados a retornar ao Brasil por causa da crise que o país enfrenta atualmente passa. Um dos principais motivos de preocupação dos brasileiros é com a Previdência Social.
Pelo acordo negociado no ano passado, todos os residentes no Japão, japoneses ou estrangeiros que estiverem inscritos nos sistemas sistemas de Seguro e Previdência do país, contribuindo regularmente, terão direito a receber a pensão básica, no futuro, se permanecerem no Japão.
O texto estabelece que a contribuição deve ser paga até o contribuinte completar 65 anos de idade. No caso de doença ou acidente que o deixe inválido pelo resto da vida, o contribuinte tem direito de receber a pensão básica enquanto estiver no Japão.
O assunto foi tema também da reunião de Patriota com o ministro das Relações Exteriores do Japão, Takeaki Matsumoto. No encontro, o chanceler lembrou a Matsumoto que os brasileiros representam o terceiro maior grupo estrangeiro no Japão – atrás apenas dos chineses e coreanos.
Patriota foi ao Japão para levar a mensagem de solidariedade da presidenta Dilma Rousseff ao povo e ao governo japoneses devido à tragédia ocorrida em março no país, provocada pelo terremoto seguido portsunami. Tanto com o chanceler japonês quanto com os brasileiros, ele se disse orgulhoso “pela maneira desprendida e solidária” com que a comunidade do Brasil ajudou nesta tragédia.