Gifu


Publicado em  14/08/2008 23:50

Banhistas devem prevenir a febre da piscina

Doença contagiosa costuma afetar banhistas, principalmente crianças em todo o Japão

Tokai , Gifu , Minokamo -

Na maioria os banhistas brasileiros que frequentam piscinas no Japão, têm poucas informações sobre uma doença de verão que provoca febre alta, dor de garganta, irritação nos olhos e coriza. Estes são alguns dos sintomas da febre da piscina, uma doença contagiosa também chamada "pool fever" ou "puuru-netsu" e que costuma afetar principalmente as crianças no verão.

Maira Tiba e a amiga Giovana Kitayama, residentes em Gifu na cidade de Kani, são assíduas frequentadoras da piscina pública de Minokamo, e garantem que nunca tiveram qualquer doença associada ao verão. "Eu sei que o sol em excesso pode provocar insolação, por isso tenho cuidado, e tomo bastante líquido. Nunca tive sintomas dessa febre da piscina, que eu nem sabia que existia", conta Maira. A amiga Giovana completa que, o máximo que lhe ocorre é o cansaço natural depois de se divertir na água.

A incidência da febre em adultos é bem menor que nas crianças. Mas, de acordo com a médica Elza Nakahagi, banhistas de qualquer idade devem estar atentos aos sintomas. Causada pelo vírus Adeno, a doença leva de 5 a 6 dias para se manifestar. O vírus se aloja nas mucosas dos olhos, da garganta, e do nariz, causa febre que pode chegar a 40 graus, com muita dor de garganta e irritação nos olhos. Os antibióticos não fazem efeito.

Segundo a médica, a pessoa afetada pelo vírus deve controlar a febre com compressas de água fria na testa, garganta, axilas, nuca e virilhas. Depois da piscina as crianças devem lavar bem as mãos e o rosto, e fazer gargarejo para tirar os micro organismos das mucosas da garganta. Ela alerta que a febre da piscina é contagiosa, e recomenda que a família não use toalhas em comum.

Para a mãe Silvia Arlete Yamasaki, moradora em Kani, a doença é novidade. Ela semprecostuma levar à piscina a filha Ágata de 9 anos e o pequeno Kauan, de apenas 4 meses. Conta que as crianças nunca tiveram qualquer irritação decorrente da água da piscina, e garante vai estar mais atenta porque "as crianças ficam doentes com facilidade, então todo cuidado é pouco". Patrícia Yonemitsu, que também frequenta a piscina com o filho menor, é outra mãe que nunca tinha ouvido falar da puuru-netsu.

A febre da piscina é sintomática, e conforme a médica Elza Nakahagi, os sintomas podem ser tratados com anti-inflamatórios. Ela alerta que a febre pode evoluir para doenças como a bronco-pneumonia, sinusite e outras infecções bacterianas. A higiene adequada antes e após os banhos de piscina é uma das formas de prevenir o vírus.


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