Cerca de 80% dos brasileiros que lançaram mão de um empréstimo concedido pelo governo de Gifu para financiarem as passagens de retorno ao Brasil não pagaram o que deviam aos cofres públicos. A informação foi divulgada na quinta-feira (26), pelo jornal Yomiuri.
A ajuda foi lançada em março e setembro de 2009 especialmente para os brasileiros que desejavam retornar ao Brasil. O empréstimo era concedido pela Caixa de Crédito dos Trabalhadores de Tokai, de Gifu, e cada família tinha direito a pegar emprestado o limite máximo de ¥600 mil, que era concedido em forma de passagens.
O prazo para devolver o empréstimo era de cinco anos. Os interessados teriam que retornar ao Brasil entre o final de outubro e novembro de 2009.
O governo de Gifu planejava financiar 700 passagens para os brasileiros que haviam perdido o emprego durante a crise de 2008. Mas a procura foi tão baixa que a província reabriu as inscrições em setembro de 2009.
O valor do "calote" chega a ¥7 milhões e o número de inadimplentes é de 29 brasileiros, ou seja, 80% dos 37 que recorreram ao empréstimo a juro de 1,5%. O montante total emprestado foi de ¥9,1 milhões.
A ajuda foi uma forma que a prefeitura encontrou para evitar uma grande despesa com o Seikatsu Hogo, já que o seguro desemprego da maioria dos brasileiros terminaria em março de 2009.