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Kelsen Sato/ipcdigital.com
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Liah Dourado treina os brasileiros
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Há cinco anos atuado como detetive particular no Japão, Liah Dourado agora decidiu preparar outros brasileiros para a profissão. Em parceria com mais um detetive, que prefere não se identificar, os dois oferecem o curso para quem quer se tornar um detetive profissional. "Na verdade, tivemos essa idéia devido ao número de pessoas que nos procurava para saber da profissão. No ano passado eu fui ao Brasil para ver os trâmites legais e trazer o curso para o Japão. Estamos formando as primeiras turmas", conta Liah.
O curso tem duração de dois meses e é realizado em três dias da semana. Além das aulas teóricas e das atividades em sala de aula, o programa ainda oferece a oportunidade de os alunos acompanharem um caso real nas ruas. "Entre as matérias que oferecemos, temos o código de ética do detetive, estudo sobre impressão digital, instalação de escuta telefônica, defesa pessoal e vários outros", explica. "As pessoas de outras províncias do Japão podem solicitar o curso por correspondência. Mas, o aluno terá que participar pelo menos de duas aulas presenciais", acrescenta Liah.
A aluna L.R., 31 anos, conta que há muito tempo tem interesse na profissão. "Gostaria de trabalhar em algo que ajudasse os brasileiros. Por exemplo, eu poderia ajudar a solucionar esses casos de pessoas que perderam o contato dos familiares aqui no Japão", diz.
Segundo a instrutora, o curso completo custa ¥150 mil e é oferecido pela Agência Tática de Investigação Civil (www.aticdetetives.com), que é reconhecido pela Federação Brasileira de Investigações (FBI). Ao final do programa, os aprovados recebem a carteira de identificação com o registro no Renapis (Registro Nacional dos Profissionais de Investigação de Segurança), o distintivo e o certificado do curso, que permite atuar em qualquer parte do Brasil.