Gifu


Publicado em  17/08/2012 10:49

Festa agostina em Gifu fechou calendário de festas católicas

Para os organizadores, o objetivo não foi somente prestar a homengem aos santos, como também unir a família e alegrar o público

/ Akio Sakaguti/JPTV

Como já virou tradição, esse ano não poderia ser diferente. A festa agostina realizada pela comunidade católica de Tajimi (Gifu) encerrou as comemorações que começaram dois meses atrás, em Anjo (Aichi).

Para o padre Anselmo, que é quem celebra as missas na região, não há motivos para se prender a uma data em especial, afinal, celebrações não faltam. “É importante dar ênfase a julho e junho, São João, etc. Mas Santo Agostinho é um santo famoso na igreja católica também e em toda a igreja. Então é uma forma de homenageá-lo, de fazer memória dos feitos maravilhosos que ele fez”, afirma.

Para boa parte do público, não importa se a festa é junina ou agostina. O mais importante é se divertir com as brincadeiras, ou então matar a vontade com as tradicionais guloseimas.

Segundo Margareth Yoshida, da comissão organizadora, parte da renda arrecadada durante a festa já tem destino certo. “Essa renda vai para várias pessoas que a gente procura ajudar. Para pessoas necessitadas, fazemos cestas básicas. Para as pessoas que às vezes querem ir pro Brasil por algum motivo urgente e não tem o dinheiro da passagem a gente ajuda ou pessoas doentes”, explica.

Uma marca das festas da região é a quadrilha. Seja na festa de Anjo, ou em Tajimi, quem sempre puxa o arraial é o Walter Lopes da Silva, que explica que por trás de tanta irreverência, tem muito trabalho para divertir o público. “Se eu falar pra você que não é trabalhoso eu vou estar mentindo. É um pouco trabalhoso. Mas acima de tudo é muito prazeroso”, revela.

Para Walter, a maior recompensa é o sorriso do público. “Teve um senhor, ele tinha um problema, ele não se movia do pescoço pra baixo. Depois que houve esse problema ele nunca sorriu. E no dia que a gente veio, trouxe essa quadrilha pra cá, essa brincadeira pra cá, todo mundo fantasiado, a gente chegou perto dele e ele sorriu. A esposa dele veio agradecer, porque depois de três anos ele não tinha dado um sinal de sorriso”, recorda.

Para as pessoas que estão por trás da festa, o objetivo não é somente prestar a homengem aos santos, como também unir a família e alegrar o público.


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