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Kelsen Sato/ipcdigital.com
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Seu Mauro teve a idéia de criar o serviço vendo um programa na tevê
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Uma hérnia de disco e um programa de TV inspiraram a criação de um sistema de transporte coletivo que hoje atende centenas de brasileiros das cidades de Minokamo e Kani, em Gifu. A idéia de oferecer o serviço nasceu quando Mauro Iwamoto, 43, procurava uma forma de trabalhar no Japão sem que as fortes dores na coluna prejudicassem ainda mais sua saúde. Assistindo a um programa da TV japonesa que falava sobre transporte comunitário, Mauro teve o estalo que faltava. "Achei a idéia interessante e conversei com alguns comerciantes da região para ver se era viável. Eles gostaram e então surgiu o serviço Amigos da Comunidade", conta seu Mauro, como é conhecido na comunidade.
O serviço oferecido pelo brasileiro, que vive no Japão há 15 anos, beneficia quem não possui carro, assim como comerciantes da região. "Quando eu comecei esse negócio em dezembro do ano passado, eu tinha apenas quatro associados. Hoje, eu ofereço transporte gratuito a clientes de 31 estabelecimentos. Quem paga são os próprios comerciantes", explica Mauro.
Entre os locais para os quais ele presta o serviço de transporte estão supermercados, auto-escolas, salões de cabeleireiro, escola de idioma, entre outros.
De acordo com o Mauro, a mensalidade varia entre ¥10 mil e ¥ 25 mil. "O valor é diferente para cada comércio. Um supermercado tem muito mais movimento e, por isso, faço mais viagens. Já em um salão de beleza o movimento é menor, então a mensalidade é mais barata."
Mauro precisou aumentar a frota do seu empreendimento. Nos finais de semana, o seu sobrinho também tem ajudado a realizar o transporte dos clientes associados ao Amigos da Comunidade. "Por dia eu chego a rodar quase 450 quilômetros. Trabalho das 8h da manhã às 11h da noite. Cheguei a trabalhar três meses direto, sem folga, mas agora decidi tirar a terça-feira para descansar".
Com o aumento da clientela, ele explica que teve que adotar um sistema de agendamento prévio para atender a todos sem ter que fazer alguém esperar demais. "Uma das coisas que mais dificultam o meu trabalho é o atraso dos clientes. Quando o dia é mais corrido, um atraso de dez minutos acaba me enrolando o resto do dia", explica.
Leia matéria completa na edição 808 do jornal International Press.