A Polícia de Osaka deteve dois japoneses e dois brasileiros de uma empreiteira localizada na província de Gunma por enviar estrangeiros sem documentos para trabalhar em uma fábrica de Osaka, informou a imprensa japonesa nesta quinta-feira (23).
Os brasileiros presos não tiveram seus nomes divulgados, mas de acordo com o jornal Asahi Shimbun, eles trabalhavam para Satoru Takei, 53, encarregado da administração da "Gunma Support", e Hironori Takei, 49, irmão de Satoru e presidente da empresa, sediada em Takasaki.
O departamento de Investigação Internacional da Polícia de Osaka informou que os quatro enviaram dois indonésios que permaneciam no Japão com passaporte falsificado, de 29 e 34 anos, para uma fábrica de corte de atum na cidade de Osaka, em outubro de 2005 e junho deste ano. Todos na empreiteira sabiam da condição de ilegal dos trabalhadores.
De acordo com a polícia, os irmãos Takei ordenavam que seus funcionários reunissem trabalhadores estrangeiros "com identidade, não importando se ela era verdadeira ou falsa". A regra na empresa era que os dois brasileiros deveriam encontrar quem aceitasse trabalhar por baixos salários, inclusive para fazer tarefas duras.
A Gunma Support tem registrado em seus cadastros 150 estrangeiros, principalmente nativos do Brasil e da Indonésia. Na cidade onde atua, a empresa é conhecida por "contratar ilegais", segundo os investigadores. Agora, a polícia japonesa está atrás da uma quadrilha que fabrica documentos falsos, como passaportes.