O período de inscrição para o exame de proficiência em japonês (Nihongo Nouryoku Shiken) vai até o dia 30 de setembro. Muita gente não perde tempo e mergulha nas apostilas. Para ajudar os candidatos, a Associação de Intercâmbio Internacional de Oizumi (Gunma) oferece curso preparatório para os níveis 1 e 2, com aulas sempre aos sábados.
A brasileira Katia Nagamine e o peruano Cesar Shimabukuro fizeram como a maioria. Quando se interessaram pelo idioma japonês, recorreram à vários métodos de ensino, e investiram em livros e dicionários. “Primeiro comecei com um espanhol, já não havia tanta informação. Então, tive que buscar em inglês, e depois em japonês, e depois que aprendi a usar, também comprei material em japonês”, lembra Shimabukuro.
Kátia reconhece as dificuldades de conciliar trabalho e estudo mas conta que “quando uma pessoa tem vontade de aprender, se esforçando consegue”, diz.
Eles querem a mesma coisa: serem aprovados no exame de proficiência em japonês que será realizado neste ano no dia 4 de dezembro. Esta é a segunda vez que a dupla vai tentar o nível 2, um dos mais difíceis, na prova de cinco níveis.
A estratégia vai ser diferente. Desta vez, Kátia e Cesar recorreram a um curso preparatório. Escrever no quadro, leitura em grupo e correção da pronúncia são as formas interativas das aulas do professor Matsuoka. Ele faz trabalho voluntário ensinando japonês para estrangeiros.
“Muitos deles tem dificuldades para encontrar trabalho por causa da limitação do japonês. E sabendo a língua terão mais oportunidade de trabalho”, analisa.
O conhecimento do idioma também é imprescindível para quem tem filhos em escola japonesa conforme o professor. ¨A cooperação dos pais na escola implica em um elevado nível de conhecimento do idioma, ou seja, saber ler e escrever com fluência¨, pondera.
Com a ajuda do professor, o peruano e seus colegas de classe esperam conseguir o certificado e melhorar a vida no Japão. As aulas começaram em setembro e vão até 3 de dezembro, véspera do dia da prova.