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Publicado em  22/06/2007 17:22

Investidores devem ficar atentos à desvalorização

O ideal para quem pensa em voltar para o Brasil é comprar imóveis mais em conta para revender depois

Tokai , Gifu , Kani - Osny Arashiro/ipcdigital.com

Cedida/ipcdigital.com
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Família Oliveira com sonho realizado: uma casa de 4DK em Minokamo

Comprar casa no Japão, sob o ponto de vista de investimento, pode também ser um negócio lucrativo. Para aqueles que gostariam de investir na casa própria, mas ainda pensam em voltar um dia para o Brasil, o conselho de Hiroshi Nakagawa, proprietário da Imobiliária Meigui Project, de Kani (Gifu), é que procurem imóveis de preços mais em conta para não ter dificuldade de revender ou alugar mais tarde.

Com a compra do imóvel é possível o proprietário alugar posteriormente para terceiros, inclusive para outros estrangeiros, já que muitos ainda sentem dificuldade para alugar casa no país. No entanto, Nakagawa explica que investir em casa nova pensando em revender mais tarde pode não valer a pena. Segundo o corretor de imóveis, uma casa feita com estrutura de madeira no Japão sofre uma desvalorização de até 4% ao ano sobre o valor adquirido.

A sugestão de Nakagawa é adquirir uma casa já usada na faixa de ¥ 16 milhões, em que as prestações ficarão em torno de ¥ 40 a ¥ 50 mil. "Ele poderá alugar o imóvel por cerca de ¥ 80 mil e continuar no lucro, com dinheiro suficiente para pagar a prestação da casa com o próprio valor do aluguel", explica.

"Já quem optar em comprar uma casa nova, hoje na faixa dos ¥ 26 milhões, a prestação ficará em torno dos ¥ 100 mil mensais. Se o dono tiver que retornar ao Brasil, dificilmente ele conseguirá alugar por um valor mais alto, porque quem for alugar vai preferir comprar a própria casa", avalia. 

De acordo com Nakagawa, uma das dúvidas mais freqüentes entre os clientes brasileiros é com relação às prestações do financiamento, em caso da família decidir voltar para o Brasil. "A casa fica hipotecada pelo banco que efetuou o financiamento. Isso significa que, em caso de inadimplência, o banco tem o direito de tomar a casa de volta e vendê-la em leilão", lembra o corretor, que já morou no Brasil durante 14 anos, nas cidades de Mogi das Cruzes, Jundiaí e São Paulo.

DESPESAS

Na compra de um imóvel, o banco também financia o valor da entrada (por essa razão se diz que financia 110%). Mas, se o comprador preferir arcar com o dinheiro inicial, ele terá despesas com registro em cartório, imposto de 5% sobre o valor da casa, comissão do banco e comissão da imobiliária, ou seja, a pessoa deverá dispor de um montante aproximado de 7% sobre o valor do imóvel.

Nagakawa conta que muitos brasileiros não conseguem obter o  empréstimo total dos bancos porque já possuem outras dívidas. "Muita gente compra carro novo e paga mensalidades de ¥ 30 mil. Para os olhos do banco, esse empréstimo representa ¥ 30 mil a menos no orçamento doméstico, razão pela qual não aprova o financiamento total e, sim, parcial". Então, outro conselho de Nakagawa é comprar a casa primeiro, livre de dívidas, e assim obter financiamento total, para depois investir em outros bens.


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