Uma família peruana ilegal com dois filhos em idade escolar, e cujo pai tinha entrado no Japão com sobrenome falso há 13 anos, recebeu o visto de teijuusha emitido pelo Escritório de Imigração de Yokohama (Kanagawa). O processo demorou um pouco mais de um ano.
"Estamos acendendo uma luz nesse imenso caixão da migração ao Japão", declarou ao International Press, o peruano beneficiado com o visto. A declaração é carregada de razão, pois coloca em discussão a responsabilidade dos nikkeis ilegais no endurecimento da lei de Imigração.
"Sempre que me perguntavam sobre a origem do meu sobrenome, dei todas as explicações que me pediam", afirmou. O peruano foi submetido a um processo por ter ingressado ao país com domentos falsos.
Por que abriram uma exceção e concederam o visto à família? O homem provou que nem ele nem sua mulher cometeram delitos comuns no Japão, que estavam em dia com os impostos e o seguro social e mais, tinham trabalho e residência estável.
Mas o que definitivamente pesou na decisão da Imigração e do próprio ministro da Justiça, Jinen Nagase, foram as crianças. O filho mais velho, de 13 anos de idade, estuda no segundo ano do chuugakkoo, e a filha, de 8 anos, está no shoogakkoo.