O Escritório de Imigração de Yokohama (Kanagawa) fez caso à opinião pública e concedeu o visto à irmã do peruano que recebeu ordem para sair do país por ter jogado, ilegalmente, uma geladeira em um rio. A mulher era investigada como a principal responsável pelo incidente e seu irmão tinha sido multado como cúmplice, fato que fez com que as autoridades japonesas recusassem a renovação de seu visto.
Segundo fontes, o Escritório da Imigração levou em consideração a polêmica criada desde que negou o visto aos irmãos peruanos.
A recusa tinha sido baseada em um decreto do Ministério da Justiça que entrou em vigor em abril de 2006, que permite tirar negar o visto de "teijuusha" - geralmente descendentes de japoneses, ou nikkeis de terceira geração - àqueles que cometerem delitos ou receberam multas nos últimos 10 anos.
Os agentes de imigração consideraram o fato de que a mulher tem filhos na escola japonesa e não desejavam quebrar a unidade familiar.
Fontes próximas ao Escritório da Imigração afirmaram que apesar da existência do Decreto Supremo ainda não existe um critério definido para sua aplicação e é evidente que torna-se "impossível aplicá-lo" em todos os casos.
"Existe uma discordância entre os próprios agentes de Imigração porque diante de um caso assim existem vários pontos de vista", disseram as fontes.
Mas a polêmica não tem origem só na diferença de opiniões. O desgaste humano é grande, principalmente entre os agentes devido ao excessivo trabalho que provoca a entrada em vigor do Decreto Ministerial. "Sobrecarrega o trabalho da Imigração porque torna-se necessário verificar milhares de antecedentes criminais, identidades e um número crescente de documentos", manifestaram.