Shizuoka


Publicado em  04/02/2011 16:39

AEBJ repudia declarações de palestrante sobre ensino no Japão

Entidade emite “Manifesto de Repúdio às Declarações Sobre Escolas Brasileiras do Japão”

Japão , Shizuoka , Hamamatsu - Osny Arashiro/ipcdigital.com

/ Osny Arashiro/IPC
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“Acreditamos ter havido um grande equívoco ao generalizar a afirmação”, defende Maria Shizuko Yoshida

A Associação das Escolas Brasileiras no Japão (AEBJ), através da sua presidente Maria Shizuko Yoshida, expressou sua indignação quanto à palestra do advogado e presidente do CIATE, Masato Ninomiya, na qual coloca em dúvida a qualidade de ensino das escolas brasileiras no Japão.

Para tanto, enviou por e-mail à Redação do International Press, na quinta-feira (3) um “Manifesto de Repúdio às Declarações Sobre Escolas Brasileiras do Japão”.

A palestra sob o tema Voltar ou Ficar? - A situação dos brasileiros que retornaram ao Brasil, foi ministrada no dia 23 de janeiro, no Centro Multicultural de Hamamatsu e veiculada no International Press, através deste site (veja link ao lado).

Entre vários assuntos abordados, no tocante à educação das crianças brasileiras no Japão, o palestrante comentou que “Li redações de diversos níveis de estudantes. Não tinham nem pé nem cabeça. Escrevem do jeito que fala, sem parágrafo, vírgula, acentuação. Gramaticalmente não tinha sentido nem lógica”.

Para a presidente da AEBJ, houve um grande equívoco por parte do palestrante ao generalizar tal declaração. Em um trecho do manifesto, a presidente Yoshida lembra que “temos testemunhas de vários ex-alunos formandos em escolas brasileiras do Japão que ingressaram em universidades brasileiras, inclusive federais, em cursos como: medicina, odontologia, psicologia, etc. Esses fatos nos orgulham muito, por isso, na mesma proporção ficamos extremamente incomodados e repudiamos as revelações que conflitam com a realidade”.

A seguir, a íntegra do manifesto:

Manifesto de Repúdio às Declarações Sobre Escolas Brasileiras do Japão

"A Associação das Escolas Brasileiras no Japão – AEBJ, expressa a sua indignação em relação à matéria divulgada em 25/01/2011, pela IPC Digital, sobre a declaração do advogado Masato Ninomiya em relação à qualidade de ensino das escolas brasileiras do Japão, numa palestra em Hamamatsu. Ele afirma ter presenciado uma sucessão de problemas nas crianças que retornaram ao Brasil, após freqüentar escola brasileira, alegando ter sido a decisão da escolha, um ato de irresponsabilidade dos pais. Abordaremos a seguir, alguns aspectos que merecem atenção.

Há sim possibilidade de ter ocorrido casos de crianças despreparadas ao voltarem para o Brasil, porém, o que não podemos aceitar é a forma generalizada com que foi mencionada na palestra. Temos ótimas e sérias escolas brasileiras no Japão, até muito melhores do que muitas existentes no Brasil. As escolas brasileiras do Japão, em sua maioria, atuam com os mesmos sistemas de ensino utilizados no Brasil, tendo inclusive cursos anuais para atualização e capacitação dos professores.

Investimento do governo federal está sendo realizado no curso superior de formação de professores que a Universidade Federal do Mato Grosso, UFMT, está ministrando em parceria com a Universidade de Tokai, através do acordo Brasil Japão. Simpósios e Workshops são exemplos de ações que estão regularmente sendo implementados pela AEBJ, para os profissionais de escolas brasileiras do Japão, sempre com a colaboração da Embaixada do Brasil em Toquio e com o apoio de grandes empresas brasileiras e japonesas.

Temos conhecimento das dificuldades encontradas no Brasil, pelas crianças que freqüentaram escola japonesa, havendo em muitos casos, a reclassificação, o que significa retroceder o ano escolar, conforme relatado por Kiyoko Nakagawa do projeto Kaeru. Portanto, muito nos contribuiria poder compartilhar a fonte consultada, caso haja pesquisa a respeito dos problemas detectados em crianças procedentes de escola brasileira . Do contrário, acreditamos ter havido um grande equívoco ao generalizar a afirmação acima, pois temos testemunhas de vários ex- alunos formandos em escolas brasileiras do Japão que ingressaram em universidades brasileiras, inclusive federais, em cursos como: medicina, odontologia, psicologia, etc. Esses fatos nos orgulham muito, por isso, na mesma proporção ficamos extremamente incomodados e repudiamos as revelações que conflitam com a realidade.

A AEBJ deixa registrado o convite ao Sr. Masato Ninomiya para visitar, em qualquer tempo, as escolas brasileiras do Japão para constatação da realidade, bem como desde já se coloca à disposição para prestar as informações necessárias para futuras palestras sobre o assunto."

Maria Shizuko Yoshida

Presidente.


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COMENTÁRIOS
miriann (Quinta-Feira, 10 de Fevereiro de 2011, 14:07:55) x 279
“Os pais brasileiros pagam seus impostos em dia, entretanto não podem usufruir do direito da educação dos seus filhos. Se pudéssemos buscar pelo menos uma parte dos impostos que os pais dos alunos pagam, para a formação escolar, seria bem mais produtivo”, sugere Ciro Yoshioka na matéria exposta no link relacionado.
Como educador, deveria se abster de tais bordões chucro e infeliz como "pagamos nossos impostos em dia", ainda mais quando sabemos perfeitamente que não são todos que pagam e existem muitos com os impostos atrasados.
Mas principalmente pq os impostos são recolhidos e transformados em benefícios coletivo, ou seja para o povo. Não existe o porquê de usar tal argumento como se os Brasileiros não estivessem usufruindo ou merecesse usufruir + desses benefícios pela nacionalidade.
miriann (Quinta-Feira, 10 de Fevereiro de 2011, 13:40:59) x 279
O Sr Masato Ninomiya está de parabéns pela palestra!
Para se resolver os problemas precisamos de pessoas que tenham a coragem de falar sem colocar panos quentes no erro.
Infelizmente existe muitas pessoas que não sabem reconhecer o erro ou de apenas aceitar um erro desde que seja colocado um "pano quente" sobre ele.
Muito mais infeliz é o hábito de não saber escutar e aceitar uma crítica e ainda exigir soluções, quando justamente as críticas podem não ser a solução, mas já é um meio de poder remediar para assim chegar a uma solução concreta.
kitalany (Terça-Feira, 8 de Fevereiro de 2011, 21:27:56) x 75
Eu não sei qual a indignação, até que em fim apareceu uma
pessoa que tem coragem e peito para falar a verdade sobre
essas escolas depósitos de crianças, que só estão interessadas
no dinheiro que os bobos ( pais de alunos) ficam pagando
para se ausentar de suas obrigações e responsábilidades em
cuidar e educar seus filhos... Mas, infelizmente uma grande
maioria de pais ignorantes sem instruções, não tem o minimo
de preparo para encaminhar seus filhos... Lamentavel!!!
PKF (Terça-Feira, 8 de Fevereiro de 2011, 12:49:26) x 179
Vergonha...
Vergonha...
AMERICAN-the ☆real☆ gaijin (Segunda-Feira, 7 de Fevereiro de 2011, 7:18:19) x 140
deveriam eram acabar com essas empresas guarda-filho chamadas de "ESCOLAS BRASILEIRAS"...

Gilberto (Quarta-Feira, 26 de Agosto de 2009, 19:48:04) x 2
Eu tinha colocado a minha filha na EAS pq eu pretendia retornar o mais breve possivel ao Brasil,mais fui uma vez na escola para dar uma olhada na minha filha e aonde tava a classe dela? no patio brincando!!!questionei a diretora,e ela me disse que a professora havia faltado!!com uma @#$%¨@# de uma mensalidade,essa @#$%$# de escola nao tinha substituta!!! fiquei indignado e coloquei a minha filha numa escola japonesa!!!la pelo menos ela aprende o japones,as materias,faz exercicios fisicos,etc...o portugues,ela frequenta aulas particulares!!!
Elen (Sábado, 5 de Fevereiro de 2011, 20:57:25) x 4
O que não se pode é classificar o baixo nível de ensino como dificuldade de readaptação do aluno. Pura desculpa.
Dr.Masato Ninomiya não ia manifestar sem conhecimento de causa. Falou porque os pais devem ter se queixado, isso sim.
Quando o Dr.Masato atender ao convite de visitar as escolas, avisem os pais de alunos. Convoquem para reunião e expliquem bem o assunto. E que seja em um domingo, por favor! Ninguém vai ter desculpa pra não ir e os reais interessados (os ofendidos) não importarão se é fim de semana.
Ninguém está satisfeito com o ensino, há anos!
Antes de repudiar, mostra serviço!!!!
lenin (Sábado, 5 de Fevereiro de 2011, 16:46:25) x 34
Escolas!!Ou maquina de guardar dinheiro! Nen todos o os professores, mas a maioria nao tinha capacidade de ensinar, pois quando escrevian no caderno do aluno escrevian errado!!! Era uma verdadeira panela quando precisavam demitir um professor, cortava o que nao pertencian a panela, mesmo sendo formado!!Demorou para alguem falar a verdade do que acontece a muito tempo, e o governo japones quando ajuda essas escolas esta jogando fora o dinheiro do povo, pois se esta aprendendo o portugues com certeza ira voltar para o Brasil,...acorda Primeiro Ministro!!!! e ao contrario os pais de alunos deverian repudiar essas escolas que cobravam caro e ensinava pouco!!!!
Elen (Sábado, 5 de Fevereiro de 2011, 15:45:40) x 4
A quem competiu, até então, a fiscalização das escolas brasileiras do Japão?
Não era a AEBJ?
Então, porque o "Colégio" Áureo funcionou por tantos anos, sem ao menos ter professores para ministrar aulas? Pior exemplo de escola brasileira!
Filha de colega de trabalho "passou" de ano, porque "passaram". Foi só ligar para uma "escola de nome" e disseram que davam um jeito" e deram!
Sem falar em outras reclamações de pais.
O nível só vai melhorar quando tiver fiscalização sem corporativismo.
Elen (Sábado, 5 de Fevereiro de 2011, 15:31:10) x 4
Em geral, as escolas brasileiras oferecem baixa qualidade de ensino, sim! Minha filha estudou em 2 escolas brasileiras, o nível era baixo, o que já havia estudado em anos anteriores em escola pública no Brasil, estava sendo ministrado no ensino médio.
Muitos professores que ministram aulas não tem formação acadêmica na área. Basta ter curso superior, até porque há dificuldade em encontrar os verdadeiros professores que se interessem no salário que oferecem. Este é um fator que deve ser analisado também.
Existem boas escolas onde há concorrência, onde não há opção, infelizmente não há essa preocupação.
Quem pode responder são os pais e/ou alunos "clientes", que é o que somos!!!!
renokibe (Sexta-Feira, 4 de Fevereiro de 2011, 23:32:31) x 11
Ah.. que medo de perder os clientes hein ... ele não disse nada mais que a verdade.
Só porque 1 duzia de alunos conseguiram entrar em faculdades no Brasil isso não significa nada, e devemos considerar os Alunos que estudaram aqui desde o Primário até completar o ensino fundamental. O primário é a base de tudo. Eu trabalhei numa escola, de ´Nome´ no japão, e vi lá que aquilo só server pra Guardar Aluno enquanto os Pais trabalham.
Depois disso optei por ingressar meu filho na Escola Japonesa.

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