O momento de investir no Brasil é agora. É isso que o banco Iwata Shinkin quis mostrar ao grupo de trezentos empresários no II Seminário Econômico do Brasil, no Act City de Hamamatsu (Shizuoka), no sábado (3). A palestra foi promovida pela instituição financeira japonesa parceira no Japão da Caixa Econômica Federal.
Crescimento anual de 4,5%, produto interno bruto de 2,9 trilhões de dólares, sétima maior economia do mundo e a segunda maior do continente americano, atrás apenas dos Estados Unidos. A atual situação econômica do Brasil é positiva. “As empresas japonesas parecem estar redescobrindo o Brasil, sobretudo depois de um período de retração. E Japão e Brasil tem uma vantagem comparativa que é o bom conhecimento entre os dois países e das duas sociedades”, afirma o embaixador do Brasil no Japão, Marcos Galvão.
Yasushi Ninomiya, diretor da Organização de Comércio Exterior do Japão (Jetro), comentou as tendências do consumo e da indústria brasileira. “A tendência atual é aumentar a eficiência produtiva. Vender uma máquina mais eficiente, com mais qualidade. Nesse caso, o Japão iria aumentar a competividade brasileira”, aponta.
Todos os dados de um Brasil que só cresce impressionaram a plateia. Alguns, inclusive já se preparam para missões econômicas, em novembro. Vão medir in loco o potencial do país. O Cônsul-geral do Brasil em Hamamatsu, José Antônio Piras, notou recentemente o aumento de viagens de empresários para o Brasil. “Isso é devido à divulgação, a sua estabilidade e ao desenvolvimento econômico. O Brasil já é a sétima economia mundial, é uma potência do meio ambiente e de energia”, observa.
“Para os brasileiros que estiveram hoje aqui, acho que é um momento de orgulho você perceber que o Brasil, nesse tempo, cresceu tanto, mudou”, diz o representante da Caixa Econômica Federal, Hélio Shinohara. Nesses seminários, os investidores têm encontrado a porta certa para embarcar em novos negócios. E não só no Brasil. Os efeitos podem atingir toda a América latina.