No dia 12 o Consulado do Brasil em Hamamatsu (Shizuoka) divulgou através da sua home page os nomes dos cinco candidatos aprovados para trabalhar no Escritório Experimental da Casa do Trabalhador Brasileiro no Japão, a ser inaugurado no dia 31, em local ainda não confirmado oficialmente, porém, próximo ao prédio consular.
Os cinco aprovados são: Vanessa Cristina Handa Kuniyoshi; Eliana Mie Nishi Nakagawa; Christian Paz Maia Otsuki; Romy Yuka Imai; e Marly Higashi.
O primeiro nome da lista, Vanessa Handa, acumula experiência de ter trabalhado no Hamamatsu Young Job Station, o órgão governamental que oferece vários tipos de consultas, seminários e cursos para recolocação no mercado de trabalho.
“Quando me candidatei à vaga, o que me entusiasmou foi a chance de exercer uma função semelhante a que exercia no Young Job Station mas também poderei receber informações do Brasil”, explica Vanessa. “É uma grande oportunidade para mim também ampliar conhecimentos, pois com relação ao Brasil, vou ter de reaprender muita coisa para poder repassar informações aos que nos procurarem e isso me animou”.
Vanessa diz ter esperança de que o projeto da Casa do Trabalhador siga adiante, mas independente de ser por três meses iniciais, ela garante que buscará fazer um bom trabalho.
Há duas décadas no Japão, Vanessa chegou a Hamamatsu no início do Movimento Dekassegui, numa época em que não havia nenhuma estrutura para a comunidade brasileira. “Não havia lojas de produtos brasileiros e nem intérpetres em português nas escolas, como hoje. Fui aprendendo o idioma japonês sozinha, mas tive muita ajuda das professoras que sentavam do meu lado para me ensinar katakana e hiragana”, lembra. “Fui estudar no Maruzuka Chuugakko e era a única estrangeira na classe. A maneira que encontrei para me enturmar foi jogando tênis de mesa. Os colegas japoneses achavam estranho uma brasileira jogando tênis de mesa, porque nossa imagem está vinculada ao futebol e vôlei. Pratiquei atletismo também, então fui cavando minha integração social através do esporte”, recorda aqueles tempos.
Ao concluir o chuugakko, Vanessa foi estudar o colegial noturno (teijisei) no Kita Kooko, onde atualmente há muitos estrangeiros, mas na época de novo Vanessa foi a primeira brasileira a se matricular nessa escola. Em seguida cursou dois anos no Johou Senmon Gakko e formou-se em ciências da computação. Atualmente frequenta a Universidade Hamamatsu Gakuin onde estuda o Curso Preparatório para Líderes da Comunidade Estrangeira da Região, voltado ao incentivo na criação de lideranças para auxiliar os estrangeiros.