|
/ Osny Arashiro/ipcdigital
|
|
O voluntário Rodrigo Fujii ensina o que é e com quais letras se escreve tamborim
|
|
|
O Clube Chá Mate (マテ 茶 の 集い ) em parceria com o Centro Multicultural de Hamamatsu, organizou a segunda edição do Curtindo a Música Brasileira, realizada nas dependências da Fundação para Comunicação e Intercâmbio Internacional de Hamamatsu - HICE, em Hamamatsu (Shizuoka), hoje, domingo (20). Clube Chá Mate é um grupo de japoneses voluntários interessados no Brasil, cuja proposta, além do estudo do idioma português, é ampliar os conhecimentos sobre o Brasil e manter o intercâmbio cultural entre os dois países.
Segundo a professora Masuko Suzuki, esse grupo de japoneses quer aprender o idioma português porque de uma forma ou de outra admira o Brasil e gostaria de fazer amizades com os brasileiros. Uma das participantes, Yuka Ono, sonha em conhecer o Brasil e promete estar bem afiada no português, para ir nas próximas Olimpíadas e Copa do Mundo.
Na primeira parte do evento, os integrantes do Grupo Cultura Brasil, Rodrigo Fujii, Marcos Shinohara e Alexandre Funashima, apresentaram a Bossa Nova e a MPB. Rodrigo explica que MPB, a Música Popular Brasileira, é como se fosse a J-Pop. Marcos completa, dizendo que nesse caso é o B-Pop, e começa cantando ao violão a mundialmente famosa Garota de Ipanema (Tom Jobim e Vinicius de Moraes).
Cada participante recebeu na entrada um chocalho e todos acompanhavam o ritmo. Em seguida, Marcos emendou Palco (Gilberto Gil) e Aquarela (Toquinho/Vinicius de Moaraes/Fabrizio/G.Morra).
Também foi cantada uma cantiga infantil, Atirei o Pau no Gato, cuja letra foi escrita na lousa com o silabário katakana e todos cantaram em ritmo de palmas.
Na segunda parte do evento, Marcos Shinohara, que também é membro do grupo Nagoas Capoeira, apresentou o berimbau e mostrou como se toca o instrumento. Com um atabaque, Marcos ensinou a platéia a cantar o coro paranauê/paranauê/paraná.
Depois o capoeirista fez demonstração do gingado e explicou as origens africanas desta dança/arte marcial, que também pode ser perigosa com seus golpes. Marcos mostrou as variantes da capoeira, como por exemplo, a Capoeira de Angola, em ritmo mais cadenciado. A Capoeira Benguela, levada em ritmo mais rápido e a Regional, mais rápida ainda, exigindo maior habilidade e saltos. Foi explicado também que o Maculelê é um tipo de dança folclórica que simula uma luta tribal utilizando facões e os participantes desferiam golpes ao ritmo da música, porém, com o passar dos anos, os facões foram substituídos por bastões.
Tawborim ou tamborim?
Na parte final, Rodrigo ensinou os nomes de vários instrumentos musicais: violão, chocalho, tamborim, pandeiro, tam tam, teclado, agogô e a baqueta (bastão para percussão). Explicou que no Japão a palavra guitar significa violão, mas no Brasil se trata da guitarra elétrica. Ao mostrar o chocalho, com formato de espiga de milho, brincou dizendo para não confundir com tomorokoshi (milho).
Em seguida, fixou em duas lousas os desenhos desses instrumentos musicais e dividiu a platéia em dois grupos. Dentro de dois envelopes entregues a cada um dos grupos continham diversas sílabas e vogais. A gincana consistiu em utilizar as letras para nomear corretamente os instrumentos musicais.
Na correria, colocavam o M de cabeça para baixo, e a palavra tamborim ficava escrita tawborim. Mas alguém percebia o erro e logo corrigia. Tempo esgotado! Na hora de conferir, os japoneses fizeram bonito, não erraram nenhuma palavra e o resultado foi kampeki!!! (perfeito).
O encerramento do evento não poderia ser de outro jeito, com um bom pagode, pois não faltou pandeiro, tam tam, nem chocalho.
Instrumentos musicais na grafia katakana
Cavaquinho ( カヴァキーニョ)
Surdo ( スルド)
Caixa (カイシャ)
Ganzá (ガンザ)
Cuíca (クイーカ)
Reco reco (ヘコヘコ)
Repinique (ヘピニキ)
Violão (ギター)
Pandeiro (パンデイロ)
Agogô (アゴゴ)
Tamborim (タンボリン)
Tam Tam (タンタン)
Chocalho ( ショーカリョ)
Teclados (キーボード)