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/ Osny Arashiro/ipcdigital
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As brasileiras Larissa Kubo e Nicole Shimpo foram premiadas no concurso de redação
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O Festival Global de Hamamatsu, realizado no Create, em Hamamatsu (Shizuoka) no domingo (30) recebeu visitantes de diversas nacionalidades. O evento teve como objetivo promover a compreensão internacional de Hamamatsu e foi uma realização da HICE – Fundação para Comunicação e Intercâmbio Internacional de Hamamatsu, da JICA - Agência de Cooperação Internacional do Japão e da Network para Compreensão Internacional.
A programação do evento contou com a Feira de Comércio Justo; workshop para a Compreensão Internacional; documentário - Conhecendo o Mundo; comidas típicas do Brasil, Peru e Indonésia; apresentações musicais e oficinas de arte.
Na oportunidade, foi realizada a cerimônia de premiação do Concurso de Desenho (TODOS JUNTOS NESTE MUNDO) e Redação (DE HAMAMATSU PARA O MUNDO, DO MUNDO PARA HAMAMATSU) das escolas japonesas e brasileiras.
O concurso de desenhos recebeu 139 obras de alunos do quinto e sexto anos das escolas japonesas e estrangeiras. Entre as 10 melhores obras premiadas, duas brasileiras foram escolhidas, Mariana Melo Reis e Letícia Akemi Kawano.
Os prêmios e certificados foram entregues por Kazuhito Fukasawa, diretor da Network para a Compreensão Internacional. Ele lembrou em seu discurso que em Hamamatsu atualmente “vivem 30 mil estrangeiros e consequentemente temos muitas barreiras a serem superadas, entretanto, os estudantes do ensino fundamental nos mostraram que, com sabedoria de ambas as partes, conseguiremos superar as diferenças”.
Também estiveram presentes para a entrega dos prêmios e certificados o Cônsul Encarregado do Consulado Geral do Brasil em Hamamatsu, Eduardo Roedel; o gerente do Banco do Brasil de Hamamatsu, Claudinei Martins e Takeshi Taniguchi, representante do International Press-Espanhol. Os vencedores do primeiro e segundo colocados receberam um livro, oferecido pelo Consulado e uma bola de vôlei autografada pela seleção brasileira, oferecida pelo Banco do Brasil.
Trechos das redações premiadas
Por que?
… o Japão poderia ter um pouco mais da alegria do brasileiro, pois alguns japoneses são muito fechados. Outra diferença, a maior de todas, que eu percebi quando cheguei no Japão, foi a discriminação dos brasileiros com os brasileiros... Muitas pessoas dizem que, por eu ser brasileira iria sofrer ijime na escola japonesa, por parte dos japoneses. Mas sofri por parte dos brasileiros. Eu não consigo entender por que a falta de união entre os brasileiros, estamos aqui pelo mesmo motivo. (Nicole Estasi Shimpo, 11 anos)
Devemos preservar nossa identidade
… multiculturalismo é um termo que descreve a existência de muitas culturas numa localidade, cidade ou país, sem que uma delas predomine. Em alguns lugares, provoca desprezo e indiferença... Não importa se somos brasileiros, irlandeses, americanos, japoneses, italianos ou argentinos, o que importa é que somos todos humanos e todos fazemos parte do mesmo mundo. Isso já bastaria para que as pessoas aprendessem a conviver pacificamente, sem querer prejudicar o próximo e tirar vantagem de tudo. (Larissa Kubo Nogueira, 14 anos)
Intercâmbio Brasil e Japão
...O exclusivismo é algo marcante na sociedade japonesa. Talvez esse fato seja decorrente dos longos períodos do fechamento dos portos japoneses e isolamento insular do país no decorrer de sua história. Por longos períodos, o governo impediu que houvesse contato entre a população japonesa e os estrangeiros, talvez por esse motivo seja tão difícil entender as diferentes atitudes de outros povos. Temos que ser solidários, respeitando a identidade de cada um. A globalização trouxe abertura de várias culturas para o mundo, aproximando os povos. (Fabio Hideki Pereira Agata, 14 anos)
A compreensão como solução para os problemas mundiais
… Podemos utilizar deste meio, a globalização, para nos aproximarmos em nome do multiculturalismo e igualdade a todos, em prol de um mundo mais justo... Nós adquirimos tanta tecnologia e ciência mas acabamos esquecendo o significado do respeito. Há tanta riqueza nas mãos de poucos e ao mesmo tempo tanta miséria. Somos uma semente que cresce e é sufocada por seus próprios ramos. (Leila Nakaoka Vieira, 17 anos)
Globalizar sim, perder identidade não
… Há sim algum preconceito com alguns imigrantes, devido a certos acontecimentos, porém há o respeito e a convivência pacífica. A multiculturalização exige entendimento e compreensão. O mundo deve se estruturar para uma convivência pacífica. O caminho é a educação e cabe aos governantes preparar a sociedade para um mundo melhor. (Rodrigo Kubo Nogueira, 18 anos)
Nova perspectiva ao pluralismo
...Refletindo ponderadamente comprenderemos nossa diferenças, que afinal tanto nos une, deixando de lado as nossas marcas pessoais e as nossas indiferenças, transformando-as em novos pensamentos, na ampliação de novos horizontes, fazendo desse aprendizado enriquecedor, novas experiências, que no futuro se tornarão patrimônio de todos nós. (Isaias Nakaoka, 16 anos)
Brasileiros premiados:
1º Concurso de Redação De Hamamatsu para o Mundo, do Mundo para Hamamatsu
Categoria I – Ensino Fundamental
1º Nicolle Estasi Shimpo (11 anos, 7ª série) Colégio Mundo de Alegria – título: Por que?
2º Larissa Kubo Nogueira (14 anos, 8ª série) Escola Alcance – título: Devemos Preservar nossa Identidade
3º Fabio Hideki Pereira Agata (14 anos, 8ª série) Escola Alcance – título: Intercâmbio Brasil e Japão
Categoria II – Ensino Médio
1º Leila Nakaoka Vieira (17 anos, 3ª série) Escola Alcance – título: A compreensão como solução para os problemas mundiais
2º Rodrigo Kubo Nogueira (18 anos, 3ª série) Escola Alcance – título: Globalizar sim, perder identidade não
3º Isaias Nakaoka (16 anos, 2ª série) Escola Alcance – título: Nova perspectiva ao pluralismo
2º Concurso de Desenho Todos Juntos Neste Mundo
Mariana Melo Reis (6ª série) Escola Alegria de Saber – obra: Natureza
Letícia Akemi Kawano (5ª série) Escola Alcance – obra: Todos juntos neste mundo