A Polícia de Yaizu (Shizuoka) acionou a Interpol (Polícia Internacional) para buscar Edilson Donizete Neves, envolvido na morte de três brasileiros.
Como a Constituição do Brasil proíbe a extradição de cidadãos brasileiros a outros países, a polícia japonesa pretende localizar o suspeito através dos agentes internacionais.
Segundo as investigações, Neves é suspeito de ter assassinado Hiroaki Misaki, 15, em seu próprio apartamento, no dia 18. Um dia depois fugiu do país, pelo Aeroporto de Narita.
O brasileiro é também acusado da morte da mãe de Hiroaki, Sônia Aparecida Ferreira Sampaio Misaki - com quem mantinha um relacionamento - e o filho mais novo, Hiroyuki, 10.
PREMEDITADO?
Tanto a corda que estava no pescoço das três vítimas como a passagem ao Brasil tinham sido comprados com antecedência, motivo pelo qual o caso está sendo investigado como crime premeditado.
A passagem foi reservada entre os dias 14 e 15 de dezembro, de ida e volta, para o Brasil.
A Polícia também revelou que encontrou uma faca, outra possível arma do crime, na pia da cozinha de Sônia. Sônia apresentava cortes no braço direito, possivelmente em uma tentativa de se defender. Hiroaki, que foi encontrado no apartamento de Neves, também tinha ferimentos com faca na parte esquerda do peito, e não na parte inferior da barriga, como tinha sido informado antes.
Neves havia adquirido a corda usada no crime, uma semana antes do crime, através de um conhecido.
Testemunhas afirmam ter visto Hiroaki perto do apartamento de Neves na manhã do dia 18. Na noite desse dia, por volta das 21h, os vizinhos escutaram um barulho vindo do apartamento de Sônia.
Baseado nesses depoimentos, os investigadores acreditam que Neves matou primeiro o filho mais velho, em separado. Hiroaki tinha 1,70m de altura e era faixa preta em caratê.
A autópsia dos corpos revelou que a causa direta da morte dos três foi asfixia.