Apesar dos sinais de desaquecimento da economia japonesa, as agências de viagens estão com o movimento de reservas típico de final de ano, mas sem o grande volume de procura dos dois últimos finais de ano.
Segundo as empresas do setor que atendem a comunidade nas principais províncias de concentração de brasileiros, as reservas estão abaixo do movimento do mesmo período de 2008 e 2009.
De cada 100 pessoas que foram embora devido a crise de 2008 e o reflexo dela em 2009, o índice hoje estaria em torno de 70. Em algumas localidades, como Aichi, esse índice cairia para 50.
Dados do governo japonês apontam o retorno de quase 18 mil brasileiros entre novembro e dezembro de 2008, meses após a falência do banco de investimentos Lehman Brothers. Um ano depois, em 2009, com a economia ainda sentindo os reflexos da crise, este número foi de cerca de 13 mil. Se a estimativa das agências estiver correta, o número de brasileiros retornando neste final de ano deve girar entre 9 mil e 6 mil.
A maioria das passagens é de ida e volta e há casos em que só a esposa e filhos estão retornando para as festas de final de ano no Brasil com volta marcada para janeiro ou fevereiro. Os maridos devem passar o final de ano no Japão longe da família.
Para quem não tem o visto norte-americano, as opções são os vôos pelo Oriente Médio. Passageiros que vivem na região de Kansai e Tokai, onde o acesso ao aeroporto de Osaka é mais fácil se comparado a Narita (Chiba), estão preferindo esta rota. Os brasileiros na região de Kanto e que possuem visto norte-americano ainda preferem os voos pelos EUA, um pouco mais caros.
Há ainda a opção TAM-ANA via Londres para quem está sem o visto norte-americano. Para quem planeja voltar ainda há vagas.
Mesmo sem a forte procura dos últimos dois anos, a dica das agências de viagens é para que os passageiros definam logo a data da ida a fim de conseguirem poltronas em lugares de própria preferência.