O Partido Democrático (PD) do primeiro-ministro Naoto Kan quer atrair e ouvir as propostas do Partido Democrático Social (PDS) de Mizuho Fukushima, a fim de trabalharem juntos para chegarem a um acordo em relação a nova Lei de Haken, que será discutida e votada no parlamento em 2011.
Segundo o PD, o PDS já vem apoiando o governo em algumas decisões no parlamento como a aprovação na terça-feira (16) do orçamento suplementar de 4,4 trilhões de ienes para reaquecer a economia japonesa.
O PDS fez parte da coalizão do governo Yukio Hatoyama até maio deste ano quando a líder da legenda, Mizuho Fukushima, então ministra dos Assuntos do Consumidor e Natalidade, foi demitida por se recusar a assinar o acordo que transferia a base militar norte-americana de Futenma para Nago, em Okinawa.
Agora, o PD quer se aproximar do PDS cuja base eleitoral e de apoio é de organizações de trabalhadores e de entidades civis. A ideia é fazer com que o PDS tenha uma peso maior nas decisões que envolverão a nova lei.
Um dos pontos a ser discutidos é o fim dos contratos de terceirização por cadastro (tooroku-gata haken), em que os empregados são somente cadastrados pelas empreiteiras e enviados às fábricas, sem a responsabilidade das mesmas em mantê-los como funcionários efetivos.
Para advogados trabalhistas, sindicalistas e alguns parlamentares, esse sistema foi um dos responsáveis pela forte onda de demissões que aconteceu no final de 2008.