Um relatório do ministério do Trabalho, Saúde em Bem-estar Social publicado pelo jornal International Press em 10 julho revelou que de janeiro a setembro de 2010, cerca de 4,5 mil trabalhadores temporários e terceirizados não teriam seus contratos de trabalho renovados. Desse total, 214 demissões aconteceriam entre agosto e setembro, encerrando o primeiro semestre fiscal do ano de 2010.
O relatório incluía trabalhadores de todas as nacionalidades, inclusive japoneses, e foi elaborado com informações baseadas no contrato de trabalho de temporários e terceirizados.
Até julho, a maioria já teria recebido aviso de que seus contratos não seriam prorrogados ou renovados. Kanagawa, Aichi, Hokkaido, Saitama e Chiba seriam as províncias em que esses trabalhadores ficariam sem emprego.
O relatório do ministério revela que, até julho entre os temporários (haken), 523 trabalhadores do setor manufatureiro não tiverão seus contratos renovados, enquanto 135 tiveram ou terão seus contratos cancelados. Somados a outros setores, o fechamento de postos de trabalho atingiriam 736 pessoas.
Entre os terceirizados (ukeoi), a redução foi de 152 postos, sendo 80 deles na indústria.
O maior golpe seria nos trabalhadores que buscaram o contrato temporário diretamente com a empresa. Nesse caso, serão 1.586 não renovações de contratos e 653 demissões, a maioria no setor de transportes, no qual poucos brasileiros estão empregados.
Há ainda 1.379 trabalhadores que buscaram outras formas de contratação e não tiveram ou terão os contratos renovados ou serão demitidos.
Esse total deve elevar o índice de desemprego até o final do ano.
Por região e empregador, em Aichi, até setembro, haverá maior número de demissões em haken, com 281. No sistema ukeoi, quem lidera é Osaka, com 62. Nos casos em que os
trabalhadores tinham contrato temporário direto com a empresa, sem empreiteira, a liderança em cortes fica com Kanagawa, com 629.
Por mês, o ministério previa o fim do contrato ou a demissão de 2,7 mil trabalhadores em junho, ante 308 em julho, 149 em agosto e 72 em setembro.
Outros 1,8 mil já teriam sido demitidos desde março.
Se esse mesmo cálculo for ampliado de outubro de 2009 até setembro de 2010, o total de trabalhadores haken demitidos é de quase 150 mil, frente cerca de 21 mil ukeoi, 68 mil nos contratos temporários diretos e 42 mil por outras vias, somando 282 mil vagas fechadas
no período.