Além trazer cantores e grupos de renome para animar a maior festa brasileira da Ásia, uma das características do Festival Brasil/Brazilian Day Japan é dar espaço aos músicos da comunidade para subir no palco e apresentar seus trabalhos. Neste ano, cinco artistas brasileiros e três blocos japoneses animaram o público no Yoyogi Park, em Tóquio.
A cantora e compositora Andrea Amorim foi uma delas. “Deus sempre tem alguma coisa boa para a gente que acredita nos nossos sonhos. Eu acredito no meu e estou indo até o fim”, afirma. Roberto Casanova, que se consagrou ao vencer o concurso de karaokê Nodojiman da rede NHK, também cantou no festival assim como a banda Via Brasil do vocalista Nerô e sua voz forte e marcante. “Lindo, bárbaro, indescritível. Muito obrigado pela oportunidade” disse agradecido.
Neste ano houve duas atrações sertanejas. A dupla Campos Novos e Paulista saiu de Hamamatsu (Shizuoka) e comemorou a ajuda de Santo Antônio no meio do caminho para chegar ao evento. “Viemos debaixo de uma chuva tremenda. De repente, olhamos para o céu e realmente Deus nos ajudou. Chovia e parava”.
A banda Mix Country também realizou o sonho de tocar para uma multidão na capital japonesa. “O coração já está batendo a mil. A ficha está começando a cair. Tá batendo forte mesmo”.
BLOCOS JAPONESES
Outra qualidade do festival, é que ele tem o poder de unir duas culturas muito diferentes. Uma, completa a outra. Os japoneses ensinaram a ordem e os brasileiros, a alegria e a sensualidade contagiante do samba.
Os blocos Alegria, Barravento e o grupo sambista Enxer mostraram que os nipônicos aprenderam muito bem a batida da música brasileira.
Por onde passavam atraíam uma multidão de gente com coreografias e animação dos integrantes. Teve até baiana. E bateria com direito à quebradinha. Além do samba, roda de capoeira no chão e no palco. A empolgação do público provou que o intercâmbio cultural entre Brasil e Japão está no rumo certo.