Durante evento realizado pela Câmara de Comércio Brasileira no Japão, José Sergio Gabrielli, apresentou a demanda da companhia por equipamentos, logística e infraestrutura para o plano de negócios nos próximos cinco anos. A reação dos empresários japoneses agradou o executivo.“ Vários dessses empresários são de áreas industriais da cadeia de suprimento, e não apenas investidores financeiros, e demonstraram interesse em participar de várias etapas do processo”, afirmou.
Segundo Gabrielli, o Brasil está crescendo mais rápido que a economia mundial e a demanda por derivados do petróleo no país também está avançando. Até 2020, a Petrobras vai construir cinco refinarias. Para isso, precisará de portos, aeroportos, plataformas de perfuração, além de embarcações de apoio. Com essa infraestrutura, a produção deve aumentar dos atuais 2,1 milhões de barris por dia para 4,9 milhões até 2020.
Durante entrevista, Gabrielli admitiu a possibilidade de vender a refinaria Nansei Sekiyu, como parte do plano para acabar com ativos não essenciais. Mas não existe nada definido.
“O plano de desinvestimento é de 13,6 bilhões de dólares, temos dois anos para realizá-lo. Não decidimos ainda quais são os ativos que serão incluídos, não decidimos quando vamos fazer isso, não decidimos que tipo de processo, que tipo de estratégia vamos adotar. Isso nós temos tempo para fazer”.
A refinaria em Okinawa foi comprada três anos atrás e vem operando abaixo de sua capacidade diária de 100 mil barris. Com a crise financeira de 2008, a Petrobras decidiu adiar um plano de modernização na unidade. A localização da refinaria em Okinawa é estratégica, por estar perto dos principais importadores de petróleo da Ásia. Segundo a agência Reuters, entre os prováveis compradores estão companhias da China, Taiwan e Coreia do Sul.