Tokyo


Publicado em  22/11/2010 11:09

Sindicato entrega reinvindicações ao MT

Shakai Hoken e contratos irregulares serão os pontos principais discutidos no encontro que tem a participação de brasileiros

Japão , Tokyo / Alexander Kanashiro/IPC

Nesta manhã de segunda-feira (22), membros da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, Maquinários e Informática do Japão (JMIU), estarão no Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-estar Social, em Tokyo, para formalizar uma série de reivindicações. Na comitiva formada por um grupo de 12 pessoas, cinco são brasileiros.

A ida ao Ministério, foi decidida em reunião da Comissão dos Trabalhadores Estrangeiros (Gaikokujin Bukai), no dia 14 de novembro, na sucursal do JMIU, em Nagoya, Aichi. Segundo Fábio Nishimaki, vice-presidente da comissão, o JMIU solicitará uma posição mais firme por parte do governo em relação à fiscalização e punição das empresas que não cumprem as normas trabalhistas.

O seguro social Shakai Hoken e os contratos irregulares de trabalho terão prioridade nas discussões disse Fábio. Ele explica que com a assinatura do Acordo da Previdência entre Japão e Brasil, o número de pessoas que irão solicitar a inscrição no Shakai Hoken tende a aumentar. “Com isso os problemas de relacionamento entre trabalhadores e a classe patronal também aumentará consideravelmente”, analisa.

“Apesar de ser obrigatório, muitas empresas não inscrevem os funcionários no Shakai Hoken e quando o funcionário pede para ser inscrito muita vezes o empregador o demite ou abaixa o seu salário”, critica. Outra reclamação do grupo é que a partir de 2008, com a queda de produção na indústria, muitos empregadores se aproveitam da falta de conhecimento da legislação pelos trabalhadores, e os induzem a assinar contratos irregulares.

“Nesses contratos os trabalhadores acabam abrindo mão dos direitos. Outro detalhe importante é que muitas vezes existe a rescisão contratual por parte do empregador antes de acabar o período de contrato. Porém na maioria das vezes o trabalhador é demitido sem o ressarcimento do período restante”, explica.

Conforme Nishimaki quando o trabalhador procura seus direitos nem sempre consegue garantir seus benefícios trabalhistas. Muitos recorrem a sindicatos e mesmo assim, eles esbarram na burocracia do governo. “A empresa que não cumpre a lei precisa ser punida com rigor, porque quando não há punição muitos empregadores continuam usando e abusando dos trabalhadores”, finaliza.


Veja mais
Bookmark and Share Enviar Enviar       Imprimir Imprimir    Comentar Comentar  Corrigir Corrigir   Diminuir fonte Aumentar fonte    

COMENTÁRIOS
lenin (Segunda-Feira, 22 de Novembro de 2010, 17:41:05) x 34
Tem que ir atraz das Empresas tipo Toyota gosen de Mori Machi que esplora os brasileiros, Suriemu e tantas outras, mas o governo tem as maos e os pes amarrados com essas atravessadoras!!!
peregrino (Segunda-Feira, 22 de Novembro de 2010, 14:00:02) x 12
Li que na Canon de Shiga-ken os trabalhadores
demitidos de haken gaisha tiveram o direito
de receber uma quantia ao sair da empresa.

Mas na Canon de Misato-machi Saitama-ken
os trabalhadores não receberam nada.
Só se as empreiteiras receberam
e não passaram para os funcionários.

COMENTE ESTA NOTICIA
caracteres podem ser digitados
TERMOS DE USO: O ipcdigital.com tem o prazer de oferecer a seus usuários a oportunidade de fazer comentários. Procure ser polido e educado nos seus comentários para que possamos mantê-lo no site. Comentários que contenham ameaça, ofensa, palavrão, apologia ao crime ou racismo serão deletados.Assim como piadas sobre tragédias pessoais. No entanto, devido à característica interativa da internet é impraticável para nossa equipe monitorar todos os comentários. Como o ipcdigital.com não controla os comentários enviados por seus usuários, eventualmente você poderá encontrar comentários ofensivos ou inapropriados. Caso isso ocorra, clique aquie denuncie.