100 Anos de Imigração


Publicado em  30/04/2008 23:29

Caravanas viajam de ônibus para as comemorações em Kobe

Maioria fazia parte de grupos religiosos que prestigiaram a missa católica na primeira parte do evento

Kinki , Hyogo , Kobe - Priscila Hayashi/ipcdigital.com

Priscila Hayashi/ipcdigital.com
Grupo-de-Komaki
Grupo de Komaki

O evento do dia 27, domingo, recebeu cerca de 20 ônibus e micro-ônibus, que chegaram com cerca de 40 pessoas cada um, de diversas partes do Japão para prestigiar o evento. A maioria dos grupos que optou pela viagem de ônibus, fazia parte de grupos religiosos que prestigiaram a missa católica na primeira parte do evento.

O casal Hiroyuki Momoeda,57, e Emiko Momoeda, 57, fizeram a viagem em um grupo de mais de 100 pessoas, organizado pela Diocese de Hiroshima. O casal decidiu vir de ônibus pela praticidade e pela economia. "Não tem tanta diferença de tempo na estrada mas dá uma diferença no bolso!", diz Emiko.

O ônibus saiu de Hiroshima (Hiroshima) às 2 horas da manhã e chegou pouco depois das 6 horas em Kobe. O casal foi ao Festival com a filha Marina e os amigos a fim de prestigiar a missa, mas aproveitaram o dia para assistir apresentações de dança e música. Assim como mataram um pouco da saudade da comida brasileira, que não é muito comum em Hiroshima. Para Hiroyuki, além de prestigiar o evento, foi uma oportunidade para voltar ao ponto de onde partiu do Japão para o Brasil, há mais de 40 anos.

"Nós ficamos hospedados no Centro de Emigração e partimos do Porto de Kobe. Eu tinha uns 15 anos quando cheguei no Brasil e só fui sair de lá novamente em 2005, quando decidi vir para o Japão atrás de minhas filhas, que queriam tentar uma vida melhor no Japão", conta Hiroyuki.

O japonês - que se considera brasileiro - diz que enfrentou dificuldade com a cultura e o idioma tanto na ida ao Brasil, como na volta ao Japão. Ele pretende trabalhar e morar no Japão até poder se aposentar, e depois retornará ao Brasil, "minha casa e minha terra estão lá", diz Hiroyuki.

O grupo de Toyama, também saiu durante a madrugada do domingo para chegar cedo no Parque Meriken. De acordo com os viajantes, apesar de longa e cansativa viagem, valeu a pena encarar os quase 400 km pelo prazer de estar junto dos amigos em um evento único.

Diversão, era o que procurava também a caravana de motoqueiros brasileiros presentes no Festival. Cerca de 20 motocicletas fizeram o trajeto juntas até o local. De acordo com os aventureiros, a primeira moto partiu de Kawasaki em direção a Gotemba (Aichi) e de lá seguiram juntos até Hamamatsu, onde mais brasileiros juntaram-se ao grupo. Os brasileiros passaram a noite toda nas estradas até chegarem. De acordo com o grupo, o Festival foi uma desculpa para realizar mais um encontro de motoqueiros.

Um dos motociclistas que acompanhavam o grupo perdeu o controle da moto e acabou acidentando-se. Não houve colisão com outro automóvel e o piloto foi ao hospital por precaução, mas não houve ferimento grave.


Viagem de barco

Apesar da disponibilidade dos ônibus e trens, uma brasileira decidiu fazer o trajeto até Kobe de barco. Erica Imada, 40, saiu do porto de Oita com os 4 filhos pequenos na noite anterior ao evento e levou 11 horas para chegar até o porto de Kobe. "Podemos dormir no barco, durante a viajem. Além disso, com 4 filhos, vir de barco ficava mais barato", conta Erica.

Na cidade onde a família Imada reside na província de Kumamoto, não existem muitos brasileiros. "Acredito que só tenha uns 5 em toda a província!", acrescenta. "Depois de tantos 17 anos vivendo longe da comunidade brasileira, quis matar um pouco da saudade e voltar a me aproximar dos brasileiros".

Grupo de motoqueiros


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